sábado, 5 de julho de 2014

                                               Uma emergência
Ao passar os olhos pela imprensa como de costume, vejo frequentemente notícias que me causam muita apreensão e alertam-me para uma reflexão profunda dada a gravidade das mesmas.
É ver por exemplo alguém preocupado com contas de à 500 anos e descurando o desastre económico dos últimos 40. Ver a agonia com se degladiam os pretendentes ao reino regional, com tanta gente na corrida de um lugar que ao parecer é já cativo de um grupo de alienados da política. A estratégia de dividir para reinar, parece continuar a ser a formula eficaz de manter o tacho (poder). A nível nacional é verem-se supostos vencedores a recorrerem a disputas para uma eventual vitória folgada de um assalto à reconquista do poder. E assim vai mais um episódio do filme mais badalado deste país:«Mentes em crise» para o qual os protagonista são sempre os mesmos, e os espectadores sentados na plateia à espera do fim do filme. Há! mas isto não foi escrito em guião para filme, foi feito sim para uma série bem à moda lusitana e sem fim à vista.Visto não se vislumbrar qualquer solução para o caso,debrucei-me por uma situação ainda mais grave.
Mas a mais preocupante das noticias que fizeram e continuam a fazer eco na minha consciência,foi a da primeira página do DN desta quinta feira 3 de Julho que fala de uma situação deveras alarmante, o declínio constante da natalidade. Situação gravíssima por estarmos a falar de pessoas, de seres humanos que o mundo actual não os quer. Sim, porque nós somos o mundo ou que seria do mundo sem nós os seres humanos? Já pensamos seriamente como será a nossa terra, o nosso país,  a Europa daqui a cinquenta anos? Se continuar-mos a dificultar e a negar condições de nascimento e crescimento á  população, que será dos futuro dos nossos descendentes? As razões pelas quais cada dia mais as pessoas desinteressam-se por ter filhos, e o porquê de não serem criadas as condições para um aumento da população.
Cada qual que tire as suas ilações, pois eu continuo a achar que a culpa é da sociedade de consumo, das más políticas sociais que têm sido implementadas nas ultimas décadas na Europa, da falta de humanismo incutida na última geração, onde valorizaram-se mais as coisas do que as pessoas, e agora existem cada vez mais coisas e menos pessoas, as leis que condicionam nascimentos e desincentivam as uniões de casais do modo tradicional, da penalização fiscal aos lares ,enfim todo uma série de erros que proporcionaram as condições ideais para que a população entrasse em decréscimo e daí levasse ao que chamaria na actualidade de uma situação de catástrofe populacional, muito pior que uma epidemia ou uma catástrofe natural ocasionada por uma tempestade. E pensar que somos nós os humanos que estamos a criar as condições propícias para a aniquilação da nossa própria espécie. Onde pára afinal a verdadeira inteligência do ser humano?Está na hora de tomar medidas sérias para que os nossos predecessores possam encontrar um mundo verdadeiramente humano, e não o actual materialista que nos foi incutido. Estamos a tempo. 

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