Um país desactivado
Depois de passar por várias fazes evolutivas da nossa já adulta democracia, chegamos a altura em que nos deparamos com um país que não aprendeu ou pelo menos não quis aproveitar, o menos mau dos regimes (a democracia) para com a ajuda que teve e o avance que a humanidade chegou, atingir um patamar de desenvolvimento digno do século XXI. Porque vivemos num país onde o único meio para sair da miséria é enveredar pela carreira política ou minimamente estar conotado com um partido ou partidos políticos, que atinjam a governação, é de uma tristeza inconsolável. Somos de uma cultura democrática tão pobre que, pensamos que na política mandam os políticos e que os cidadãos só servem ao país no dia do acto eleitoral, e a partir daí, terão de se submeter àquilo que os senhores da política que nós elegemos decidirem. Nada mais errado; a regra básica para a evolução em democracia é:fazer com que os pobre sejam cada vez menos pobres criando-lhes condições para evoluírem, cultural, social e financeiramente e livremente atingirem patamares de equilíbrio sustentáveis, de modo que os mais ricos não percam a sua vontade de investimento para manterem as suas riquezas e criarem mais riquezas para bem da sociedade que vivem e por conseguinte para a evolução e o crescimento sustentável do estado para o qual contribuem que afinal somos todos nós. Aquilo que deveria ser o povo a tomar a iniciativa de brigar pela boa gestão dos seus bens, são os políticos que brigam por um lugar no poder, sabendo-se de antemão se continuarem com a atitude que tiveram até agora, tudo continuará na mesma ou pior. Se continuarmos a ter na gestão do país pessoas com uma mentalidade de promover mais miséria, de explorar quem realmente merece ser é incentivada e não desmotivada, se a gestão dos bens públicos reverterem só única e exclusivamente em função de quem mais têm, estaremos a motivar e a contribuir para a aniquilação da nossa sociedade e acabarão por promover a pobreza onde todos mais dia menos dia acabaremos por ficar na miséria e já não haverão mais pobres que possam continuar a sustentar os poucos milionários que ainda sobrevivem neste país. Quando as altas esferas da política no nosso país lutam por um lugar no poder, só há uma alternativa; a distribuição justa equilibrada e equitativa das riquezas deste país com o incentivo ao trabalho, à produtividade, a sociedade justa e harmoniosa e promovendo o bem estar de todos através da gestão humana e honesta do nosso maior tesouro, o nosso povo. Porque temos tanta coisa boa para aproveitar neste nosso maravilhoso país, eu acredito em Portugal, mas sobre tudo nos portugueses. Vamos lá fazer um esforço e tornar a nossa nação num país digno dos seus cidadãos.
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