No comemorar de mais um dia de Portugal, parece que estamos destinados a um continuo despertar de casos e casos de corrupção no nosso país, pois dificilmente se contam já pelos dedos das mão, as dezenas de situações que todos os dias a imprensas traz à luz pública que mais parece uma trama de uma telenovela, ou de uma produção em série das tantas exibidas nos vários canais de TV, que mesmo o mais incauto dos cidadãos, já se apercebeu que vive num país destinado e quase que condenado a uma doença sem cura. Todos os dias aparecem nas noticias nomes de políticos envolvidos em casos de corrupção. onde constam valores megalómanos e que aos olhos do cidadão comum mais parece histórias para entreter, mas que na realidade tratam-se de situações que ao longo de já vários anos, passam constantemente pelos nossos olhos e ouvidos e que nunca se dignam reportar o fim da grande maioria dos inúmeros casos onde a justiça começa com a investigação levam vários anos a estudar e analisar os casos e no final acabam por serem o fim de todos igual; ou sem provas para condenar os culpados, ou sem evidencias que possam julgar os envolvidos ou a investigação é tão minuciosa que o tempo que levou a investigação fez prescrever o caso e fica tudo em águas de bacalhau e o Zé povinho paga e não bufa. Por voltas e mais voltas que dêem, por mais e mais investigações que se façam, nunca se chega a verdadeira conclusão e respectiva aplicação da lei. Se desviou 100 milhões, aparecem mil e uma justificação, ou criam-se novos refúgios para que afinal possa a parecer tudo na legalidade. Enfim isto já começa a cheirar mal e não é propriamente de degradação, mas de putrefacção, pois quanto mais investigam parece que os casos mais recentes servem única e exclusivamente para ocultar ou melhor fazer esquecer todos os anteriores, que de uma ou outra maneira nunca ficam totalmente resolvidos. E quando algum dos arguidos é formalmente acusado pela justiça com provas dadas, eis que existe a possibilidade de requerer a não sei quantas instâncias judiciais e a probabilidade de ser condenado acaba por demorara até ficar impune, oculto, esquecido ou simplesmente ultrapassado por uma outro caso mais recente e de igual envergadura. O caminho do descrédito a que a nossa justiça tem sido conduzida, deixa muito a desejar ao comum dos cidadãos que resignados infelizmente vão se desenvencilhando de situações dramáticas nos seus humildes lares, enquanto os senhores gestores, administradores no bem bom, parecem continuar a senda do continuar a escrever as páginas negras de um guião na democracia que permute que o filme «OS SALTEADORES DA ARCA DO ESTADO», continua a sua saga e os espectadores cada vez mais anseiam o seu fim. Quando a designada democracia, permite que a justiça actue deste modo, parece existir algum interesse em conduzir o regime ao descrédito e condenar a liberdade, limitando e condicionando os cidadãos aos seus direitos à mesma. Quando poderemos usufruir de um país livre, democrático onde a liberdade e a justiça caminhem de mãos dadas para o bem de todos? Para quando uma lei que obrigue a devolver o fruto das negociatas fraudulentas, tenha que ser totalmente reposto nos cofres da nação, e os culpados condenados, em vez de condecorados os que passam pelos governos, logo depois são colocados em lugares privilegiados como tem acontecido ao longo de todos estes anos no nosso país?
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