domingo, 27 de janeiro de 2019

                                        2019 Odisseia de promessas
Parece que encaixava bem no título de um filme ou de uma qualquer série televisiva, mas afinal não é mais do que um reforçar daquilo que virá a ser este ano farto em actos eleitorais. Como já é hábito, preparam-se as estratégias, oleiam-se as «máquinas» partidárias para o grande combate eleitoral que se avizinha e que este ano terá três confrontos; eleições para o Parlamento Europeu; legislativas e regionais. Começam-se a preparar estratégias, temas de combate ou de arremesso, sloganes, e até a caracterizar os candidatos à medida daquilo que as populações já habituadas a estas andanças estarão à espera. E aqui vem o rol de promessas, renovação do irrecuperável ou do que já é uma relíquia, confiança no inconfiável, do exemplo claro de mudança de protagonistas para continuar no mesmo filme, ou manter o guião da já quase perpétua série. Num país onde os protagonistas da política «promovem-se» com as desgraças das populações, do tipo queda da ponte de Entre os Rios, dos incêndios, das estradas de Borba, dos bairros da Jamaica, por cá dos 20 de Fevereiro 2010, dos 9 de Agosto de 2016, do 15 de Agosto 2017, enfim de tanta situação que o único que se disse foi, vamos abrir inquéritos. Onde param os inquéritos e os inquiridos? Para apresentar obras em ano de eleições não se constroem novas, pois aparentemente já tudo foi feito, mesmo que muito do que foi feito, é inútil ou de utilidade duvidosa, Marinas, cais 8 etc, etc, então opta-se por rebentar aquilo que até aparentemente estava bom, Fernão Ornelas, para depois inaugurar (melhoramentos) em futuras campanhas eleitorais. Mas os muros da Rib. de João Gomes e alguns passeios em pleno centro da cidade aguarda pacientemente a sua recuperação. Usam-se pontes para criar (guerrilhas) institucionais, Câmara versus Governo, e a que antigamente era Ponte Nova poderá passar a chamar-se nova ponte, não sei se entre o actual e um futuro governo, afina as pontes até servem para unir, pois os muros! esses serão sempre para dividir. Até se fazem campanhas do tipo venda por catálogo, onde as fotografias de futuras obras, servem para (vender) programas eleitorais, assim como viagens de verão por ferry e serviços de helicópteros para combate a incêndios, mas não se vendem a prevenção aos mesmos, um serviço de saúde com a eficácia desejada, ou um transporte alternativo o ano inteiro sem custos ao erário público como sucedeu durante 4 anos 2008/2012. Afinal quando é que teremos gente a administrar os dinheiros públicos de modo que os benefícios revertam directamente para os cidadãos, onde não se façam promessas impossíveis de cumprir ou demagógicas, de modo que os eleitores possam realmente acreditar que vivemos numa democracia de pleno direito? Muito por culpa da falta de cultura democrática do povo sempre distraído com futebol, bilhardices das revistas cor de rosa, ou entretenimento propositado de toda a  baboseiras, menos aquilo que realmente diz directamente respeito ao de cidadãos responsáveis, o dinheiro dos nossos impostos que deveriam de se preocupar em escolher gente que esteja disponível para servir a democracia e não de servirem-se da democracia para seus próprios benefícios e o dos seus «patrocinadores».

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