Vou apostar no boletim de voto
Com o aproximar de mais dois actos eleitorais, começa o campeonato das promessas, a disputa dos troféus, (tachos) a compra de votos, qualquer argumento é válido. Os cidadãos continuam iludidos à volta de promessa, pois a vontade de cada um achar que este ou aquele será melhor, quando a realidade da política no nosso país é bem diferente. Os nossos políticos pensam que ao ocuparem os cargos para o qual se apresentam ao eleitorado, quando eleitos, tomam uma atitude de empresários e em vez de defenderem as pretensões dos eleitores ou minimamente cumprirem as promessas, lutam pelo seu sucesso e riqueza pessoal, com uma ambição desmedida, esqueceram-se em definitiva os ideais e as promessas feitas. Como é possível por exemplo, utilizar-se áreas como a saúde para fazer negócio à custa da fragilidade dos cidadãos? Como é possível (promover) crimes onde o fogo na floresta (por exemplo) passou a ser um negócio mesmo à custa da desgraça e até pasmem-se: da vida dos cidadãos. Como é possessível, fomentar monopólios onde está em causa a mobilidade dos cidadãos para se deslocarem fora da região, com um aeroporto que impõe restrições e condicionalismos, e não existe outra mobilidade a não ser monopolizada pelos interesses de (amigos do regime). Como é possível, investir dinheiro em obras de utilidade duvidosa para beneficiar «amigos» mesmo sabendo que as áreas básicas como, a saúde , educação, justiça, têm urgências prementes. Andam a fazer negócios a fingir que estão a fazer política séria, e os eleitores cada vez mais sentem-se incapazes de pode alterar este estado de coisas. Porque o grande objectivo no actual modelo do regime é cada vez mais tirar a motivação aos eleitores promovendo a abstenção, de modo que os afectos ao regime com o seu voto, mantenham a hegemonia do poder onde em várias organizações partidárias possam existir gente afecta a todos os grupos económicos que controlam sistematicamente o sistema. Se ao menos houvesse da parte dos eleitores uma consciência de cidadania e uma cultura democrática bem esclarecida , o país nunca teria atingido semelhante estado de quase «anarquia política». Imagine-se que como será possível que um regime dito de democracia, possa motivar saudades do Salazar! algo anda a falhar pois os partidos políticos capturaram a liberdade, legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrupção. Um povo que não sabe usar o voto, jamais será temido ou sequer respeitado e nunca poderá saborear as vantagens de uma verdadeira democracia. Porque a abstenção não é a solução contra a corrupção, será que a democracia autêntica proporcionará mais uma oportunidade?
Nota. (Com alguma ironia) Aquela aberração de obra um terraço na via de acesso à cota 200 na Rib. de João Gomes, será que dentro em breve a população do Curral das Freiras vai reivindicar um terraço para proteger os moradores daquela zona onde o perigo da queda de pedras é constante?
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