Chega o Advento; Natal de alternativa ou de esperança
Para os católicos, cristãos iniciar-se-á uma vez mais o período onde todos e cada um de nós é convidado à reflexão, à partilha, à participação e à unidade para celebrar entre familiares e amigos aquela que é a «Festa» por excelência. Comemorar o nascimento de Cristo talvez por duo milésima vigésima vez, talvez até nem será essa a verdade, pois foi implementado no ano de 350 ou seja, à já aproximadamente 1760 anos pelo papa Júlio. Mas a verdade! não a podemos afirmar, fizeram-nos acreditar e a nossa fé aceitou plenamente essa celebração como verdadeira. Em nada nos prejudicou, apenas alterou algumas condutas que ao longo dos séculos se converteram em hábitos e costumes evoluindo ao longo dos tempos de região para região, adaptando-se aos hábitos, costumes e tradições dos povos e ao passar dos anos e devido a circunstância. Eis que novamente somos postos à prova e alterar os nossos hábitos para a comemoração de um novo período de festividades, convidar todos à participação, onde o motivo será o mesmo, o propósito idêntico e a finalidade a de unir pessoas, amigos e familiares, mesmo aqueles que não se identificam com o simbolismo e o seu protagonista, aceitam por interesse, por propósito ou conveniência e aderem com maior o menor convicção a esta época. E pensar que esse protagonista foi aquele por proclamar, defender, e lutar pela verdade 33 anos depois do seu nascimento foi posto á prova diante dum povo influenciado e manipulado, foi condenado num julgamento sui generis que pôs perante a multidão um salteador e ladrão e o defensor da verdade e da justiça e esse mesmo povo «condenou» aquele defendia a verdade. Passados que são mais de dois mil anos da sua presença no meio dos homens, parece que ainda não aprendemos a lição e continuamos a condenar, perseguir e julgar, aqueles que defendem a verdade, a justiça e a paz. Vamos tentar neste período que se avizinha, renovar a nossa fé, restituir a nossa confiança na mensagem do Cristo condenado, restaurar a nossa verdadeira missão de servir, pois foi essa a grande mensagem trazida e que após todos estes séculos ainda não foi conseguido interiorizar no nosso orgulhoso espírito de ser (superior). Porque foi-nos entregue um plano para concretizar, contem humildade, fraternidade, disponibilidade, perdão, e Amor. Façamos da humildade o nosso modelo de vida, da disponibilidade a nossa missão e de AMOR o nosso projecto. Porque ontem como hoje a mensagem prevalece, e só haverá a verdadeira LIBERDADE quando estivermos com autenticamente disponíveis para estar ao serviço do nosso próximo.
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