sábado, 1 de outubro de 2022

                                  Carta a alguns inquietados

Porque será que o povo continua a achar que: política é só para os políticos e alheando-se de tudo quando a realidade é bem diferente. é dever de cidadão participar na construção e evolução da democracia . A razão que me levou a me integrar na política só tem um motivo: mostrar aos cidadãos comuns ( aqueles que acham que democracia é só o ato eleitoral) que não precisamos curso académico, muito menos ser especialista em alguma área específica, apenas e tão só ser-se um cidadão ativo e participativo, que pense, que conseguiu ao longo da vida muitas conquistas com o seu próprio esforço, sem ser subsidiodependente muito menos viver à custa do estado, seria talvez essa a razão que só agora decidisse aceitar participar na política ativa. Os democratas formatados pelos 25 de Abril acham que só existe um caminho, uma solução, por amor de Deus! andamos nisto há quase meio século e são esses mesmos  (diplomados e com currículos por vezes invejáveis) que ainda não encontraram as verdadeiras soluções para os graves problemas do nosso povo. Por sentir que a vida decide sempre o momento certo e dada a disponibilidade, achei por bem que chega a hora poder dar o meu contributo e demonstrar com ação que é possível ser-se um cidadão com valores de poder ajudar os outros cidadãos a atingirem um patamar de autonomia em liberdade, com dignidade, e muito trabalho. Vamos continuar a acreditar que os cúmplices do caos a que o nosso país atingiu, serão esses mesmos capazes de apresentar sequer soluções para a resolução dos nossos eternizados problemas? Acham que a miséria deste país será colmatada com subsidio dependência; ou com condições para aqueles que se empenham e trabalham sentindo-se motivados e com o benefício do seu próprio esforço a serem compensados? A redução progressiva de impostos seria uma medida para beneficiar quem trabalha e contribui. Não podemos continuar a ser o país onde os cidadãos sobrevivem de esmolas. Dar oportunidade a quem tiver interessado em produzir ou até investir as condições mínimas necessárias para criarem postos de trabalho.  Apoiar os setores básicos da nossa economia incentivando, valorizando o quem trabalha e dignificando o trabalho e a produtividade, na agricultura, na pecuária, nas pescas com isenção de impostos até terem criado condições mínimas de estabilidade e evolutivas. Um agricultor e ou um trabalhador agrícola deveria ser muito bem remunerado para se sentir incentivado. Dirão: mas não temos potencial para concorrer com os grandes produtores! Se lhes déssemos o verdadeiro apoio incentivando-os, seriamos até capazes em muitos setores sermos autossuficientes. Fazer política nunca será fazer oposição a tudo, mesmos que algumas medidas sejam benéficas para os cidadãos só pelo facto de não sermos nós a criar a ideia e a propor. O descontentamento generalizado é cada vez mais evidente, e o facto de cada vez mais a frustração e a desilusão dos portugueses em geral e os madeirenses em particular será sem dúvida mais um motivo para que surjam alternativa que aqueles que criaram o monstro da corrupção que fomenta a miséria, estejam agora com as mãos na cabeça e (inquietados) quando aparecem  grupos de cidadãos com coragem e determinados, querendo mudar o rumo à democracia para fazer aquilo que em 5 décadas de regime democrático ainda não foi feito. Seremos uma nova maneira de fazer política e uma nova forma de estar em democracia.  Enquanto que os corruptos «sequestraram» os partidos políticos «para benefício próprio» e em liberdade à conta da democracia legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrução, estaremos nós os cidadãos comuns empenhados em devolver a democracia ao povo nem que para isso tenhamos que: «sequestrando» os partidos políticos para ter de restaurar a democracia, restituir a liberdade, resgatar os valores da sociedade e combater a corrupção. Será uma missão quase impossível corrigir vícios do passado, mas temos de começar por algum lado, não podemos continuar impávidos e serenos de braços cruzados, à espera que caiam frangos do céu.  


Será que existirá a suficiente coragem política e o abdicar de protagonismos de individualismo, de jogos de interesses e de vaidades para colocar os interesses das populações maioritariamente e em primeiro lugar? O facto da maioria dos portugueses serem muito pouco ou melhor dito, nada participativos no que a política diz respeito, (prova disso mais de 50% não votam) pelo descrédito a que o regime «propositadamente» foi conduzido, leva a que por vezes para preencher lugares sejam convidados os familiares e amigos. Com o correr do tempo vira hábito que depois se converte em vício, daí que será importante mudar o paradigma político do nosso país. Um governo alternativo teria de convidar inicialmente para a sua equipa, portugueses que inicialmente são os contestatários do atual modelo de governação mesmo que para isso abdique de algum dos seus quadros. Temos muita gente capaz no nosso pais e seria também uma oportunidade a esses portugueses de mostrarem até que ponto a sua contestação e discordância se converteriam em benefício para todos. Por ser tão difícil ao ponto de se tornar numa missão quase impossível, seria uma boa fórmula para mudar o conceito de partidocracia para uma autêntica democracia participativa. Isso diria eu seria quase que um governo de salvação Nacional.

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