quarta-feira, 2 de outubro de 2024

 

Entre vícios e viciados

Quando olhamos atentamente para a sociedade actual construída ao longo dos últimos 50 anos, quase leva-nos a pensar que afinal andamos todos errados. As verdadeiras causas do que acontece diariamente no nosso país são sempre culpa dos antecessores, nunca será dos que estão agora à frente dos governos, essa parece ser a nossa sina com a agravante de ao que parece já nem ter solução, isto é assim, foi sempre assim e de futuro será sempre assim. Mas afinal ao longo dos anos de décadas e de séculos não existiram mudanças drásticas nas sociedades? Tomemos como exemplo a falta de habitação: apesar de mais de 60% de habitações devolutas, será que se deve também ao excesso de imigração muita dela descontrolada e de legalidade duvidosa pondo país ao rubro, enquanto muitos conterrâneos nossos abandonam os seus lares à procura de melhores dias mesmo aqui ao lado por essa Europa fora, nós importamos mão de obra necessária mas com um handicap, (escravatura do século XXI, tráfego humano), e por vezes à mistura importamos miséria a juntar à já existente, provocando criminalidade e agravando o perpetuar de desnível social, fruto da má gestão política do nosso país. E os restantes setores por tabela levam com o efeito bola de neve, serviços de saúde, educação, segurança, enfim tudo se agrava devido aos sucessivos erros políticos que teimam em prevalecer. Entretanto a corrupção prolifera e a justiça aguarda pelas decisões e os cidadãos ficam de pés e mãos atadas sem verem a resolução esclarecida, perde-se a credibilidade nas instituições, e a instabilidade social e política cresce a olhos visto, a juntar à instabilidade mundial, estamos em cima dum autêntico barril de pólvora que quando explodir vai deixar marcas e o resultado será a repetição da história. Países desterrados, miséria , fome, pobreza e o povo a pagar, Sabe por que as pessoas não reconhecem o que você faz por elas? Construi-se uma sociedade de cidadãos dependente e retirou-se-lhes a responsabilidade, porque ser-se responsável dá muito trabalho, preferiram enveredar por um estado paternalista que dá tudo e o que acontece; Porque, no início, o gesto gera gratidão. Na primeira vez, você é visto como alguém generoso. Na segunda, a gratidão transforma-se em antecipação – agora, a pessoa já espera o que você oferece. Na terceira vez, nasce a expectativa: ela passa a contar com aquilo. Na quarta, o que era gesto passa a ser visto como um direito; a pessoa sente que merece o que você oferece. Na quinta vez, você cria um vício: essa pessoa não consegue mais imaginar sua vida sem o que você dá, e já se sente mimada. Na sexta vez, quando percebe a falta de reciprocidade e decide parar, o que você recebe em troca é ressentimento. A pessoa, acostumada ao que recebia, agora se sente injustiçada e até pode começar a odiar-te por ter negado o que ela acreditava merecer. Por isso é fundamental reconhecer os limites do dar. Porque o outro não tem limites para receber. Temos de devolver a esperança aos cidadãos, recuperar a dignidade e o valor das conquistas na sua individualidade, mostra que todos temos os nossos talentos e somos capazes de subir na vida regenerando uma sociedade um povo e um país outrora orgulhoso dos seus feitos. Vamos deixar de ser os coitadinhos dos pedintes de esmola e mostrar que sim podemos MUDAR o rumo d nossa sociedade com coragem, determinação, confiança e esperança. Já diz o velho ditado: quem dá o que não tem a pedir vem. Estamos fartos de ser os pedintes, queremos ser livres porque valorizamos e sabemos o preço da liberdade e poder escolher o caminho que queremos para Portugal que no dia 5 de Outubro comemora-se a implantação da República; será que estamos na necessidade da implantação duma IV República?


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