Erros da matemática
A.J. Ferreira
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Por mais contas que se façam chegamos à conclusão que está instalada e para durar a crise neste país. E não é por acaso que foi a palavra mais pronunciada nos últimos meses, pois há sempre alguém que se ressente dela, porque vivemos num mundo onde já nada se faz sem a dependência dos outros.
Agora em relação a números, não sou muito dado a isso, apesar de infelizmente só trabalhar com eles, coisa que continua a fazer muita confusão e confesso com muita mágoa minha que não gosto de números.
Mas há uns números que apesar de tudo fazem-me muito mais confusão do que outros, como por exemplo: os que são divulgados para avaliar o crescimento económico do meu país, onde as estatísticas dão conta por exemplo que o dinheiro arrecadado com as medidas de austeridade no aumento dos impostos são inferiores às despesas efectivadas pelo Estado, portanto há um défice das contas públicas.
Agora há algum iluminado que me explique como será possível pagar uma dívida que nem se sabe bem de quanto é, com as receitas mais baixas que as despesas? Como será possível continuarem os contribuintes a pagar a despesa pública quando cada dia que passa a dependência dos cidadãos do Estado é maior, facto que se comprova com o aumento galopante do desemprego e por conseguinte cada vez menos gente a contribuir mas sim a receber. Quando cada dia encerram mais e mais empresas que até aqui eram contribuintes e que agora passam a devedoras de fornecedores e do próprio Estado, deixando atrás de si dezenas de pessoas que não sabem o que iram fazer da sua vida nos próximos meses!
Alguém de bom censo acredita que estas medidas serão a longo prazo a solução do nosso país?...
Nas minhas contas estamos à beira do precipício e com uma altitude de dimensões incalculáveis...
Os assassinos da democracia valeram-se da liberdade que ela concede para tirarem a esperança a quem realmente deveria ter beneficiado com ela, o povo afinal de contas.
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