sábado, 13 de julho de 2013

                                                   E se!
Aproxima-se a passos largos mais um período de campanha eleitoral para as eleições autárquicas, e voltará o mesmo diálogo já gasto de promessas cada vez mais impossíveis de cumpri, por razões sobejamente conhecidas. Depois do deprimente espetáculo bem vivo na memória dos portugueses, se bem sei de nada benéfico para a situação que o país atravessa, mas por estratégia dos políticos a boa maneira de sempre, mechem os cordelinhos de modo a fragilizar qualquer coisa desde que, depois o benefício o quem sabe até, o prejuízo, vá bater sempre ao mesmo sítio.
Agora eu pregunto: depois de assistir a tanta manobra politiqueira nesta terra, como será se: Numa ou mais autarquias nenhuma das forças politicas concorrentes obtiver maiorias, que diga-se de passagem acho quem vai ter a maioria em todas elas será o «partido» da abstenção, aquele em quem a maioria dos eleitores se revêm e que nuca os enganou, mas que a lei portuguesa não o leva em conta, pois os descontentes terão que levar com a maioria daqueles que por interesses vários, são motivados a sentirem-se na obrigação de depositar o seu voto, visto que os que não usufruem de benefícios desta camuflada democracia, estarão se borrifando para quem quer que seja o vencedor deste «concurso» político.
Imaginem só, por exemplo: o que seria ver um Funchal com um PSD com 30% a 35% dos votos, ou um movimento cívico Mudança, com igual percentagem, quem seria o convidado para formar uma assembleia municipal maioritária, visto que os restantes parecem sempre estarem de costas voltadas?
Num conselho como Santa Cruz por exemplo: ninguém obter maioria tornaria uma autarquia ingovernável, visto não haverem condições ou pelo menos deixa tudo transparecer semelhante impossibilidade. Quem diz nestes, diria noutros conselho de uma terra que à quase 40 anos habituou-se à hegemonia laranja, que parece ter terminado o seu ciclo.
Estaremos num beco sem saída política, ou estaremos começando uma nova era onde deverá exigir-se ou até porque não, obrigar aos cidadão a sua total participação na construção da autêntica democracia, para não continuar-mos a trata-la num faz de conta de liberdade, onde essa liberdade só tem permitido até agora o aproveitamento em benefícios de uns poucos mas que agora , dada as circunstâncias todos reclamam pão, na casa onde já nem migalhas existem. Acho um caso muito sério e será um teste à sobrevivência democrática da nossa região e até, porque não, do nosso país.
Enviada para DN Funchal 13/07/3013

Sem comentários:

Enviar um comentário