domingo, 17 de novembro de 2013

                                              Renovar a independência
  Muito se fala, protesta, reclama, revoltámos-nos, e até à boca pequena comentamos mil e uma situações sobre o estado atual do país. É a situação politica, financeira, que se reverte na sociedade no seu dia a dia, com maior ou menor grau de dificuldade lá vai passando o tempo.Mas os dias passam, e as soluções para os gravíssimos problemas que o mundo, o país e a região atravessam, tardam em aparecer. Será que existem alguém interessados em que estas situações prevaleçam?   Às vezes dou em mim a pensar que esta situação seria propositada, para servir interesses instalados e deixar o povo entalado. Mas porque razão existiriam interesses em provocar uma situação tão ingrata às pessoas, se são elas e só elas que sustentam qualquer regime e cada vez que se vivem situações semelhantes, põe-se logo em causa em primeiro lugar quem governa. Numa faze tão complicada da nossa história política e social, não haverá quem pense que a nossa realidade tem-se repetido ao longo dos tempos e muito recentemente, em situações idênticas, continuam a provocar dificuldades a quem, apesar de ser o prejudicado mais direto, continua alheio á verdadeira participação na construção de um país livre, democrático e sobretudo de cidadãos responsáveis e senhores de decidir em qualquer momento quem na verdade poderá trazer as soluções práticas, a uma tão flamejada crise que os que a provocaram, são aqueles que menos sentem os seus efeitos. Continuam os desperdícios dos dinheiros públicos, autoridades que fecham os olhos ao desbaratar contínuo dos parcos recursos da nação, acusações mutuas entre aqueles que provocaram a situação atual e que ninguém quer assumir as suas responsabilidades. É um continuo acumular de problemas uns atrás de outros, sem que haja alguém que dê soluções práticas apesar de um grande número de comentadores, políticos, e cidadãos anónimos, apresentarem algumas alternativas e possíveis soluções, continuamos num muro de lamentações sem soluções à vista.
Só se vêm guerras políticas, utilização de meios de comunicação para ataques pessoais, acusações sem nenhuma autoridade moral para tal, há! mas o povo, esse tem de continuar a fazer um esforço para equilibrar a situação do país com a medidas aplicadas e as que ainda viram a ser implementadas no futuro, pois para isso (elegemos) os  nossos próprios carrascos, mesmo que nos ponham a pão e água, mesmo que cometam o maior dos crimes, teremos de certeza que aguentar ainda mais, até o dia em que já ninguém acredite que não é esta a receita para a doença tão grave que o país padece.
Já chega de divergências ,é preciso unidade, contenção e sobretudo vontade política de fazer com que os portugueses deixem de ser cobaias do sacrifício financeiro, conduzidos pelos seus próprios carrascos a mando de ordens exteriores, para salvaguardar interesses que em nada nos apoiam para que o nosso país deixe de ser totalmente dependente de terceiros. Está em causa a soberania e a independência nacional, pois estamos indiretamente metido na mesma alhada que em 1580, só que desta vez não foram os espanhóis, mas os senhores do Deus do mundo.

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