sábado, 17 de maio de 2014

                     E a Europa que me desculpe!

Em democracia a liberdade permite-me que:
Independentemente ou não, e respeitando a opinião de cada um, acham que esta politica que ao longo de 40 anos que rege o meu  país, e dos políticos que continuam a colocar os seus interesses pessoais à frente dos interesses da nação e do seu povo no seu todo, deixam margem para que continuemos a acreditar em eleições e neste modelo de democracia?
Francamente! enquanto o voto não for obrigatório e o modelo de democracia se alterar, o meu voto será nulo, abstenção não, quero marcar a minha presença no acto eleitoral, mas manifestar o meu descontentamento, anulando o meu boletim de voto, pois não acredito nesta geração de políticos nem neste modelo de democracia e acho que este será o momento de manifestar o meu descontentamento com a politica europeia para com o meu país,que em nada até agora beneficiou aqueles a quem, para a  Europa a solidariedade seria o lema.
Chega de acreditar em quem contribuiu para a ruína económica do meu país, mas que se coloca na linha da frente como solução aos actuais continuadores da nossa desgraça. Chega de acreditar em promessas, quando o povo farto de políticas destrutiva, mansamente aguarda por soluções inexistentes. Chega de acreditar em planos de recuperação quando a verdadeira desgraça económica paira à nossa volta e aqueles que aplicam medidas de solução, que só prejudicam quem ainda trabalha ou quem já nem isso consegue,e que continuam no bem bom. Chega de eleger aqueles que com falinhas mansas eludem-nos por cada acto eleitoral mas, no dia seguinte passam arrogantes ao nosso lado como se animais abandonados se tratassem. Chega de manter viva a oportunidade dos meninos da politica se vangloriarem nos seus tachos, enquanto centenas de cidadãos anseia por um período digno de trabalho e que possam de alguma maneira ser mais um contributo para o desenvolvimento do seu país, e não um fardo para com a aqueles que com muito esforço contribuem para receberem um miserável, salário. Chega de sermos tratados como números e passemos a ser pessoas que sentem que se preocupam, mas não são levados em conta e que raramente se manifesta por medo a que a nossa frágil situação ainda se torne pior. Está na hora que aqueles que compram o poder nos actos eleitorais entrem em si, e se dignem respeitar quem lhes concede a oportunidade de trabalharem em prol do desenvolvimento do país, mas que até à data só fizeram porcaria e utilizando o poder que a democracia dá em benefício próprio. Esperemos que no meu país não tenha que suceder o mesmo que aconteceu à deputada do PP Espanhol, que alguém erradamente intendeu fazer justiça pelas próprias mãos. Aprendamos com os nossos erros, para que não tenha-mos que cometer os erros que os outros cometem, pois a liberdade permite que se alterem as coisas sem recorrer à violência, é necessário que saibamos usá-la e que as condições de uma democracia digna se proporcionem.A liberdade permite que acreditemos na democracia, mas tratada de uma forma mais humana.
Acho que merecemos um país melhor pois trabalhamos arduamente para que tal seja possível, são necessários gestores à altura das nossas expectativas. Sem dúvida alguma algo terá de mudar em Portugal, Comecemos pela nossa atitude.

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