sexta-feira, 30 de maio de 2014

                                    Farto da política e dos políticos
Não sei se ainda chego a tempo de fazer uma análise sobre o que sucedeu nas passadas eleições do dia 25 para o parlamento europeu. Primeiro, a manipulação da impressa sobre os verdadeiros resultados, com os vencedores a festejarem, os derrotados a se lamentarem e  a maioria que nem sequer serem anunciados. Os abstencionistas, os votos brancos e os votos nulos, sim! os que  somarem mais de 70%,esses sim os verdadeiros vencedores, aqueles que sentem na pele a sacrifício de viver num país onde nem as migalhas lhes chegam, a autêntica maioria que é simplesmente atirada para o lixo, e as minorias que por uma ou outra razão, acham-se vencedoras, nem que seja para manter o tacho, comemoram eufóricos vitorias deveras deprimentes.
Como será possível chamar a isto de democracia, quando a grande maioria decide que pura e simplesmente não acredita mais nesta geração de políticos.
E depois é vê-los a preparar novos voos, como um «velho» que se acha que tem 19 anos, a preparar o funeral político sentado na assembleia da república. Um partido (vencedor) PS a brigar pela liderança fazendo contas que uma possível vitória, numas eventuais eleições antecipadas para a assembleia da república, deixaria pouca margem para obter uma tão desejada maioria dada a pouco carismática imagem do seu actual líder. Uma CMF que quis fazer mudança, mas afinal os protagonistas só protagonizam um emaranhar de insegurança política. Onde uma oposição briga pela liderança a nível regional por não conseguir trazer a si, a tão almejada mudança, onde até pancadaria na rua por aqueles que achavam que poderiam e deveriam ter maior protagonismo que até da´dó. Há! e até doí, doí mesmo ver tanta tristeza num campo onde o povo inteligentemente se manifestou e disse em tom muito forte; estamos mesmo fartos desta política e destes políticos.
E é ver toda a Europa revoltada com este tipo de situações. Se realmente queremos ver futuro na política da nossa região, do nosso país e sobretudo nesta Europa, mude-se a política, mas sobretudo que se mudem os políticos. Será que ainda chegamos a tempo?

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