sábado, 9 de agosto de 2014

                                                Conversas da rua
Dos inúmeros temas que se tem falados nas últimas semanas, são vários os temas de destaque e que trazem à praça pública um manancial de conversas e debates sobre tanta coisas que à vezes torna-se difícil escolher sobre qual o assunto abordar no diálogo, de um pequeno espaço de 8 ou 10 minutos num intervalo para o café.
Muitas das conversa por vezes giram à volta dos destaques que este diário coloca para primeira página. E nem de propósito o facto dos funerais terem de ser pagos a pronto, surgiu uma conversa interessante sobre o tema, ao ponto de alguém dizer por exemplo: que propôs um funeral muito digno para um seu familiar com um custo um tanto ou quanto elevado, mas depois a funerária e a florista andaram quase dois anos para receber os honorários dos serviço. Outro escolheu una urna de 4 mil €, e para regressar a casa do funeral teve de pedir dinheiro emprestado para abastecer o carro, cujo pedido nunca se dignou pagar, pois estava completamente teso. Enfim, situações que foram criadas pelo incentivo ao consumismo que se criou e que as pessoas, para não se sentirem inferiorizadas, acham-se na obrigação de cometer semelhantes disparates, e depois as consequências são um autêntico drama, com consequências imprevisíveis, e um peso para quem se endivida e pior para quem facilita o pagamento, pois vê-se numa situação tão dramática como a do cliente. Isto acontece com tudo: é ver por exemplo:  gente com um telemóvel topo de gama a pedir dinheiro na rua para o carregamento do mesmo, o carro parado num canto e de mão estendida a pedir ajuda para a gasolina, já chegamos ao ponto de pedir o dinheiro ou parte dele para comprar jogo, enfim é um autêntico caos social. A quem caberá pôr cobro a situações destas? Quando na realidade muitas pessoas passam por verdadeiras necessidades e por vergonha, escondem-se na pobreza e a miséria que os assola, não é transferida cá para fora com receio de se sentirem humilhados perante um sociedade, que vive de  aparências, de mentiras, de falcatruas, e que a justiça nem que tomar conta, antes pelo contrário, cada dia mais e mais situações desesperantes acontecem, sem que nada nem ninguém tente sequer saber o porquê de semelhantes atentados à sociedade. Será que o caos social está instalado e que não existe solução possível para poder travar uma situação que já denominava de caótica? Deixamos de acreditar em quem quer que seja, em qualquer instituição que aparentemente seria para nos proteger, em pessoas que supostamente teria-mos escolhido para gerirem o nosso país, mas que afinal fizeram-no à sua maneira e para proveito próprio, ou é com certeza que a dignidade e a seriedade das pessoas foram pura e simplesmente atiradas para o lixo. De certeza que cada um propõe uma medida para cada caso e que deveriam ser todas levadas em conta, mas a sociedade cada dia que passa, vê-se a braços com uma situação que já atingiu os limites da aceitação e que anseia uma solução para cada um dos casos, e que neste país sem esperança, falta-lhe a coragem, atitude e a determinação para por cobro a um inconcebível estado de emergência nacional.

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