sábado, 2 de agosto de 2014

                      Quanto custa a liberdade?
Manter um PSD no regime ou qualquer um outro, que pactuou com este PSD, 40 anos de oposição sem nunca conseguir fazer valer os seus potenciais como alternativa política, seria o perpetuar dos vícios herdados do regime de Salazar e que sofisticada-mente se mantiveram e aperfeiçoaram com um regime que se quis, disfarçar chamando-o de democracia. Existem dezenas de cidadãos que diariamente partilham ou divulgam a sua posição através deste e de outros meios, que acho que juntos seriam capazes de transformar a nossa terra, numa região onde todos pudesse-mos partilhar uma gestão justa equilibrada e sobretudo verdadeiramente democrática. Pena é que somos um povo muito egoísta, desunido e sobretudo invejoso, e não queremos que os nossos semelhantes com o fruto do nosso trabalho e esforço vivam melhores, e esse é sem dúvida o objectivo da democracia, mas que não entra no nosso modos vi-vendi. A nossa formação democrática teria que ser formada a partir da escola, onde prioritariamente deveriam incutir-nos os valores e ensinar-nos os nossos deveres e direitos

A partir deste parágrafo foi enviada para: cartas do leitor do DN

Para quem nunca experimentou viver sem liberdade, tornar se-à um pouco confuso estabelecer comparações. Aos 5 anos, por exemplo, ficar sentado ao colo do pai às onze da noite (se bem me lembro), para ouvir na rádio um programa que se intitulava: (Rádio Moscovo fala a verdade) e que era transmitido, salvo erro! pela BBC em português, fazia-me muita confusão e para a altura as questões que eu punha eram de difícil explicação, dado que até se as houvessem, na mente de uma criança seriam incompreensíveis.
Proibiam-se o uso de isqueiros, e quem os tinha deveria estar munido de uma licença para o efeito. Facilmente qualquer cidadão poderia ser alertado pela autoridade a facto de andar na rua depois das 11 da noite. Enfim, todo uma série de requisitos que contar isto a um cidadão com menos de 40 anos, soa uma conversa de xaxa, mas era assim aos olhos de o comum dos cidadãos.
Deu-se a «revolução» e o povo supostamente sentiu a sensação e o cheiro da liberdade e com ele a democracia, mas passados quarenta anos parece que o seu sabor só foi bater à boca daqueles que «democraticamente» estavam preparados para explorar a melhor maneira de viver em liberdade.
O facto de a liberdade ter ido bater a mãos erradas, a democracia foi tão mal gerida, que até pôs as pessoas a terem saudades de uma ditadura.
Mas afinal; o que será verdadeiramente benéfica para um povo? uma boa ditadura, ou uma má democracia?
A razão de ambos os casos serem de conclusão duvidosa,deve-se ao facto de que: ambos os regimes são feitos e geridos por pessoas, daí que seriam a falha dessas mesmas pessoa que, tornaram ambos os casos prejudiciais ao país, o que andamos à 80 anos à procura de uma identidade democrática e de uma solução de um problema que está na genes de uma civilização, os favores pagam-se com favores, o jeitinho faz sempre bem ao amigo e o desenrasque que é a formula mais fácil de chegar ao objectivo.Nunca ninguém neste país se inspirou na democracia autêntica para formar cidadãos de modo que, possam ser verdadeiros democratas. O espírito de servir, de entreajuda, solidariedade sem interesses terceiros, superação, contributo para um país cada vez melhor, conhecimento dos deveres básicos do cidadão, direitos fundamentais, justiça equitativa, e orgulho de ser cidadão exemplar e modelo de virtudes, deixaram de ser a verdadeira referencia de um regime que abraçou a liberdade e usou o nome de democracia para denegrir tudo o que a sua essência encerra. Será verdadeiramente necessário se não urgente, fazer uma: Revolução Nova, a começar pela mentalidade do nosso povo?

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