Medida radical
Aproxima mais um acto eleitoral de uma relevância extrema para a região.
Terá que ser esta a atitude dos portugueses para que alguma coisa mude neste país e sobretudo nesta região?
Durante quatro décadas todos os políticos sem excepção, que de uma ou outra forma passaram pela administração do nosso país, foram incapazes de satisfazer o mínimo daquilo que o povo esperava. Cometeram-se tantos erros incontáveis já, que na sua maioria comprometeram o regime e fizeram com que os eleitores cada vez que são chamados ás urnas para eleger os seus governantes, sejam cada vez em menor número. Como é possível que os políticos depois de tantas promessas incumpridas e durante tantos anos, sejam eles próprios os promotores para que os povos tomem atitudes radicais.
O sinal que o povo Grego deu recentemente à Europa, é fruto desse sem número de erros políticos ao longo das últimas décadas que continuando a defender os interesses de lobbies e de grupos económicos,esquecendo o essencial que são as pessoas, pois simplesmente a essas viraram-lhes as costas. Está na altura de os actuais e futuros políticos desta terra tomarem consciência de que o povo cala, consente e por vezes tarda em tomar decisões, mas quando sente que está em causa a sua subsistência, a liberdade que a democracia concede permite-lhes tomar decisões que muitas vezes não sendo a mais sensatas, poderão vir a ser as consequências de tanto ser massacrado e espezinhado, e que afinal os causadores destas atitudes são nem mais nem menos aqueles que ao longo do tempo têm passado pela administração da nação. Espero que as pessoas tomem consciência, pois está nas nossas mãos o futuro da nossa terra e do nosso destino, e não estejam à espera de mudanças radicais por parte dos eleitos, pois essa poderá ter que ser sim a atitudes dos leitores.Que sirva de exemplo para despertar consciências tanto aos eleitos como a eleitores, pois não devemos de deixar nas mãos dos outros aquilo que teremos que ser nós a mudar, com o nosso comportamento e a nossa participação. Votar é importante mesmo dando a oportunidade a quem nunca exerceu o poder, pois não sendo nada radical é de extrema necessidade não ser demasiado conservador quanto a participação no próximo acto eleitoral. Ficar em casa à espera que os outros decidam por nós, e ficar depois a maldizer tudo e todos, retira-nos autoridade para discordar do que quer que seja em relação ao futuro político da nossa terra. Verdade seja dita, que ninguém nos inspira uma confiança plena, mas que algo devemos de fazer e mostrar o nosso descontentamento através do voto, lá isso acho que seria a melhor resposta.
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