sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

                             Num mar de incertezas

Depois de tanto burburim à volta da eleições internas do PSD-Madeira, surge uma nova figura que não será propriamente uma figura nova, visto fazer parte desde à muito, do núcleo de personagem que ao longo dos últimos 20 anos fez parte da equipa que levou a região à situação actual . Sim; porque o novo líder apesar de querer fazer passar a mensagem de que vem com ideias novas, o seu antecessor pela atitude que ao longo dos anos teve para com esta democracia, talvez nunca deu hipótese de os seus camaradas de partido, poderem desenvolver ou por em prática as suas ideias.Será mesmo que só agora será possível? É que dadas as circunstâncias de; o país e a região estarem endividado; de a oposição nunca conseguir um consenso de modo a alterar a situação política da região; de parecerem acomodados na oposição melhor do que se estivessem no governo, ou efectivamente nem se sentirem capazes de semelhante tarefa; da falta de cultura democrática do nosso povo; enfim de várias razões que agora serão questionáveis ao ponto de poderem tirar-se ilações do futuro político da região. Começará a batalha eleitoral, a incerteza levará ao partido que durante 4 décadas está no poder a fazer todos os possíveis para manter a sua hegemonia, de modo a que alterando os personagens, pouco ou nada se altere a maneira de fazer política, pois os interesses continuam lá bem patentes. A oposição continua sem se entender e cada vez, mais distantes uns dos outros. Em caso de vencer, qual será a nova composição de um governo que, pouco terá para inaugurar, foi a receita que manteve durante tantos anos a actual cor politica no comando dos destino da região. E se tiver minoria, qual será a atitude dos dirigentes do segundo partido mais votado; será que já se pôs de cocaras, a espera que os convidem para um banquete tão desejado? a ambição desmedida que se tem manifestado pelos maiores partidos da oposição, a ânsia do poder ou a pouca vontade de mostrar uma alternativa credível, deixa o caminho aberto para que a Madeira continue a ser governada por aqueles que estrategicamente sabem com que tipo de povo estão a lidar, e daí fazer da política uma arma teledirigida de modo que: as pessoas na sua maioria já não acreditam nos políticos. Então quem se define com a política são, os interessados pelos tachos e seus dependentes directos, os que vivem à custa da política e mais umas dezenas de fanáticos e que acham que com a sua participação conseguem alguns benefícios na hora de pedir favores. Sim porque isto também se jogam os favores e os interesses futuros, o pedidos as influências, não vigora o efeito cidadão deveres e direitos, mas o continuar dos favores e das mordomias, dos jeitinhos e das cunhas. A nossa sociedade acha que isto já faz parte do seu modo de vida, quando deveria ser o mérito, a qualificação, a capacidade de cada um de subir na vida com deve ser, e é assim que funciona numa verdadeira democracia, espera-se que quem ganhe, de quem governe, de quem gere, possa fazer um favorzinho, dar um jeitinho ou um empurrãozinho para que alguém possa subir na vida, pois este povo continua a achar que a liberdade deve ser usada desta forma e não como preconiza uma democracia autêntica, pelo mérito, pela capacidade e pelo conhecimento de cada cidadão que quer e acha que deve estar ao serviço dos cidadãos. O futuro da nossa terra, do nosso país e da nossa democracia, passa primeiramente e sobretudo pela alteração da mentalidade do nosso povo. O futuro de quem governar só será democraticamente eficaz se levar em conta o mérito, o empenho e a vontade de cada cidadão de fazer mais e melhor pelo seu país em função de todos. Se assim não for a democracia entrou em decadência, pois os políticos deram cabo dela. Temos que sentir todos e cada um na necessidade de fazer algo para melhorar o nosso conceito de democracia, participando activamente.


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