sábado, 27 de junho de 2015

                         2000! como se fosse pouco
Deparei-me com uma notícia recente nos matutinos da região. A possível transferência dos serviços de finanças concentradas na sua totalidade para o edifício 2000.  Depois de analisar o transtorno que causará a deslocação dos cidadãos do lado este da cidade e concentração de movimento num só sector da mesma, não vejo muito benefício nesta medida. Ora bem, à partida poderá tratar-se de argumentar a redução de custo e se assim fosse essa a intenção, tudo bem e aceitava-se de bom grado, apesar de haverem muitas outras maneira de poupança, mas vejamos a medida noutra prospectiva: Ao transferir todos os serviços para esse edifício, a enorme massa humana que utiliza esse tipo de serviços, deixaria de circular nas actuais instalações da rua 31 de Janeiro e arredores, daí assassinaria ainda mais o comercio daquela zona, visto que as pessoas por vezes aproveitam essa deslocação e fazem algumas compras. O de si já maltratado comercio tradicional numa zona cada vez mais castigada, passaria a ser o seu funeral comercial,  cada vez mais tomam-se medidas nocivas ao sector comercial mais tradicional da nossa cidade transformando-a numa cidade fantasma, dada a deslocação desses serviços, que diga-se de passagem e não querendo ser um tanto ou quanto perverso na minha apreciação, até parece uma medida encomendada por quem acha que o movimento de pessoas terá de ser de todo canalizado para aquela zona paralela à ribeira de São João. Coincidência a mais acharão que deve ser esta a melhor maneira de transformar uma ida ao centro do Funchal numa Dolce Vita.

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