sábado, 4 de julho de 2015

                                        E de quem é a culpa?
Acha-se uma situação dramático, e a Europa preocupada por uma situação que para muitos de nós não nos é alheia. A actual situação da Grécia o (berço) da democracia que acha que deve colocar na decisão do seu povo e de forma democrática uma situação que em nada abona ao futuro da União Europeia. Pois se uma solução seria a saída da Grécia da moeda única outra será por em causa a coesão da união e o seu futuro. Sim porque Portugal como país membro e nós povo fazendo parte dessa integração, beneficiamos em parte pelo apoio dado que agora questiona-se se bem ou mal aplicado, se a solidariedade aparente que a união iria proporcionar aos povos aderentes chegou às maiorias e equitativamente a todos, e sobretudo alicerçou o futuro dos países membros. Vendo a situação com os olhos de um comum dos cidadãos que diariamente se preocupa e questiona o assunto, parece-me que os países ricos que na tentativa de ajudarem os mais pobres esqueceram-se de que um pobre muitas vezes é pobre porque tem dificuldades em administrar riquezas ou dinheiro, e foi-nos dado à confiança de que: os dinheiros emprestados pela união seriam aplicados para garantir o futuro dos países e das usas populações. Afinal será que os governantes que neste período «áureo» de apoios comunitários, fizeram o trabalho bem feito? ou será que continuamos a aplicar aqueles fundos que nos emprestaram em diversão, obras que no futuro o seu retorno o rentabilidade chegariam a produzir lucros para pagar o que nos tinham emprestado? Fizemos como quem vai*a banca pedir dinheiro para investir num negócio, mas entretanto apeteceu-nos comprar um carro novo, equipar a casa com electrodomésticos de topo, remodelar a casa equipá-la, piscina e mais alguns apetrechos e depois nem chegou dinheiro para fazer a escritura da empresa. Como será que depois de um investimento sem retorno conseguimos arranjar dinheiro para pagar aquilo que nos emprestaram?
Acho que quem realmente tem culpa foram os que emprestaram o dinheiro sem o mínimo de atenção na sua aplicação e se seria ou não recuperável pois de resto e no intuito de satisfazer alguns desejos, interesses e até caprichos, esqueceu-se o essencial, se os povos a quem lhes tinham emprestado o dinheiro estavam a fazer a sua aplicação em benefício do futuro desses povos, afinal deveria ser essa a ideia e a base da tão propagada solidariedade europeia.
À hora que possivelmente seja publicado este texto, já o povo grego tomou a sua decisão, bem ou mal esperemos que a solução não venha a ser o princípio de uma catástrofe para a Europa, pois afinal continua como no início: de quem é a culpa?

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