terça-feira, 22 de dezembro de 2015

                                Porque? ainda acredito no pai Natal!
Hoje dou por mim a pensar: novamente é Natal tudo tão rápido e o mundo continua à procura daquilo que em muitos anos, décadas e porque não séculos ainda não encontrou, a paz. Porque quando criança acordava-mos logo pela manhãzinha para ver o que o menino Jesus tinha trazido, mas de repente e por obra do consumismo, uma marca de refrigerante mudou o portador dos presentes para um simpático senhor já velhinho e de barbas brancas, e aí tudo começou a mudar. Aquela«mentirinha» que iludia o coração de criança, pouco a pouco desvaneceu-se e passou da surpresa à banalidade de saber que a realidade era bem outra, agora ouvem-se conversa do tipo, dar um brinquedo a uma criança de 12 anos impensável, mas nem por isso ela deixou de ser criança. Agora nem é o menino Jesus (sem referencias a futebol), nem é o senhor de barbas brancas que trazem os presentes, ou melhor dito as surpresas deste natal. São os senhores governantes que de surpresa em surpresa, trazem-nos aos adultos, uns presentes envenenados e que causam a azia da grande maioria dos portugueses e deixam o natal de muitos lares deste país na incerteza e alguns até na miséria, ora na incerteza de quem governa, na angustia de que medidas irão ser tomadas, na dúvida da aplicação da justiça, na entrevistas televisiva a acusados de fraude à nação, na eleição do futuro presidente que supostamente antes do acto eleitoral já foi eleito, francamente já nem quero acreditar naquilo que diariamente sai à luz pública, pois parece que continuam a fazer-nos acreditar que na realidade o Pai Natal ainda existe. Será que o coitado do velhinho, saiu de alguma instituição bancária qualquer com os sacos dos presentes e querem agora arcar-lhe com as culpas de tudo o sucedido? Francamente já chega de atirar areias aos olhos da população que incrédula, mas dignamente e até exageradamente pacífica, tentando esquecer o drama, vai desejando a um e outro por cada esquina ou rua onde nos encontramos, um santo e feliz Natal, e por aqui aproveito para desejar um paciente, reparador e esperançado Natal da dignidade, da honestidade, da sabedoria, da paciência e sobretudo da esperança de que em breve possamos viver num país de pessoas dignamente humanas, e sobretudo que possamos voltar a creditar na humanidade.

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