Ás vezes no calor das emoções e no deambular de pensamentos, vem-nos à memória tantas coisas, verdades que por vezes custa-nos a nós próprios acreditar e mentiras que por vezes até receamos em duvidar. Isto a propósito do recente acto eleitoral num país que a nós madeirenses nos diz muito, visto ter-mos uma enorme colónia de emigrantes que já são mais, do que aqueles que vivem cá na ilha; a Venezuela. Parece que o povo decidiu outro rumo para o futuro da gestão política daquele país sul americano, e ao que as noticias dos últimos tempos revelam é que: um país massacrado pela gestão de um governo que achou por radicalizar uma situação que o mundo actual e global não se compadece, dada a dimensão da dependência dos países uns para com os outros. Fazendo um resume do porquê chegou a este estado, a Venezuela pelo facto de ter tido ao longo da sua já larga democracia e durante quase 40 anos, sucessivos governos que por muito que se tenham empenhado, a muita corrupção e muito esbanjamento conduziram a que um militar surgido de uma situação calamitosa a que a democracia não teve culpa, mas sim os «democratas» que a geriram, cometeram erros inadmissíveis, e eis que surge alguém a prometer uma nova forma de gerir a democracia. Erro de tal ordem que, além de conduzir o país ao actual estado de anarquia, e devido ás constantes quedas dos preços do petróleo do qual a Venezuela é muito dependente, conduziu ao colapso financeiro com a ajudo do bloqueio dos países interessados na sua economia e o aproveitamento de outros países como a China, Cuba e alguns países adjacentes que, aproveitando-se das circunstâncias beneficiaram da situação, afinal tudo se conjugou para que um país com tudo para ser um dos mais ricos e das mais estáveis economias do mundo, entrasse em rotura. De uma gestão desastrosa, passando por uma revolução errada, a uma renovação desejada, esperemos que no futuro o potencial que a Venezuela tem seja com um único fim,servir de forma justa ao venezuelanos e aqueles que optaram por lá fazerem dela a sua segunda pátria e o seu povo recebeu-os de braços abertos, de modo a fazerem já parte de um só povo e que sempre aspiraram um país melhor, e têm com quê, porque o seu potencial é enorme, as suas riquezas incalculáveis, e sobretudo um povo que merece ser compensado por ser o povo mais alegre do mundo. Oxalá e o futuro augure o melhor àquele país que soube acolher tantos dos nossos compatriotas e que aguentaram todos os tormentos pelo qual têm passado naquele país maravilhoso. Que os futuros governantes do país saibam olhar para o passado, para que possa construir o futuro, corrigindo os erros e criando as condições devidas para o bem de todo um povo.
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