De férias em Rabat e caladinho
Continuando a saga dos casos da banca neste país, e como se não bastassem os BPN, BPI,BPP; BES, Banif e parem lá de contar, eis que mais um caso desponta, CGD, no horizonte daqueles que a liberdade e uma democracia bem à portuguesa que obrigam-nos a repor através de taxas, taxinhas, impostos, contribuições e mais e mais artimanhas, e pagamos aquilo que os chamados gestores continuam no regabofe do saque aos dinheiros públicos. E não se vislumbra uma luz ao fundo do túnel para que de uma vez por todas haja coragem política e acabe com o assalto ao património da nação. Porque os que realmente deveriam ter essa coragem, serão justamente aqueles que teimam que a situação se mantenha por longos tempos para que o povo continua calma e serenamente a pagar e sustentar um bando de déspotas e criminosos que se sustentam à custa de 42 anos de sacrifício deste povo em manter uma regime chamado de democrático e onde a liberdade permite somente um grupo de vigaristas que disporem dos meios financeiros que o país produz para satisfazer caprichos, vaidades, excentricidades e tudo quanto possa tornar essas pessoas o mais poderosas possível. E não é que cada vez mais conseguem alhear as populações de semelhante assalto, tornado-as cada vez mais distantes, desinteressada, impotentes, resignadas e incapazes de se manifestarem, protestarem, revoltarem, e atá de reivindicarem aquilo que a constituição da Republica permite, tornando com a força do dinheiro mais forte que a força de todo um povo. Manipular pessoas, meios, entidades, agremiações, tudo é feito para distrair quem minimamente tenta atirar à luz pública tudo aquilo que o país está farto de saber através dos meios que é uma realidade incontestável, querer convertê-la numa mentira inimaginável. Os casos que ao longo dos anos terão sido notícias, catástrofes, assassinatos, sequestros e outros, que serviram e servem para ofuscar uma realidade que quase ninguém duvida mas poucos acham-se capazes de a enfrentar, o país está a saque é não é por piratas, mas sim por aqueles que têm o descaramento de cada quatro anos colocar as suas fotografias em cartazes, para que possa-mos coloca-los na calha dos salteadores do património nacional. Se a lista de todos os implicados no desterrar do património da nação fosse divulgada como no velho Oeste, seriam fugitivos e até pediriam asilo quem sabe talvez na embaixada do Panamá, com os papeis que legalizam a fuga em dia. Será que algum dia voltaremos a sentir orgulho em ser Portugueses por termos um país bem gerido, ou única e exclusivamente por termos como embaixador do nosso sucesso o Cristiano Ronaldo. Não quereria ressuscitar Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, muito menos António de Oliveira Salazar, mas às vezes parece que os democratas deste país têm saudades de um regime opressor. Para o povo já nos bastam os das últimas décadas.
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