Mercado dos inovadores
Já diz o ditado, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Quem é que não vê o nosso mercado chamado dos lavradores como um ponto de referência da nossa cidade? Quem não se lembra da azáfama e do corre corre às sextas e sábados para ir às compras? Agora serve de local de visita para turistas, para uns poucos, de compras para residentes, mas muito tem sido alterado no que em tempos foi o mercado de revenda de produtos da terra, genuínos madeirenses e que agora passa apenas quase por servir de museu ou de exposição de produtos na sua maioria já quase nada tem a ver com produção dos lavradores cá da terra. À sexta feira ainda os mais conservadores teimam em manter quase que uma tradição de ir ao mercado às compras dos legumes, das frutas e hortaliças frescas que aí se comercializam um pouco por carolice ou teimosia de uns quantos amantes das nossas coisas. A tentativa de dinamizar aquele que já foi o principal ponto de compras dos Funchalenses, parece que nem uma renovação, nem uma mudança ainda não acertou com o que realmente deveria continuar a ser aquilo que foi o principal motivo da sua criação, a comercialização e o escoamento dos produtos frutícolas e hortícolas produzidos na região. Parece que aos poucos morre a «tradição» do mercado criando novas alternativas que acho estarem a destoar um pouco da origem para a qual aquele espaço foi construído, e o facto de não ter um estacionamento que dê acesso directo ao mercado, é uma condicionante, apesar de bem perto mais concretamente no Almirante Reis haver um parque com muito espaço e excelentes condições, mas dada a distancia e a sua localização não ser de todo a mais convidativa aos seus habituais utentes. O projecto de dinamização do mercado dos lavradores convertendo-o em mercado para inovadores, acaba aos poucos por tornar num recinto de espaços abandonados e nada convidativos para aquilo que sempre foi um dos ex-libiris da nossa turística cidade. A autoridade gestora do espaço no intuito de rentabilizá-lo financeiramente, está a convertê-lo num espaço fantasma, aliás como quase todo o comercio tradicional da nossa cidade convertida numa cidade fantasma, onde 60% dos espaço dedicados ao comercio estão encerrados. Pena não haver condições para melhorar, cativar e ou incentivar a que os lavradores continuarem a comercializar os produtos da nossa terra, de qualidade inigualável e que tão bem apreciados são por residentes e visitantes. Com muita pena vejo morrer aos poucos, aquilo que com milhões de belas imagens serviram de promoção turística à nossa cidade.
Sem comentários:
Enviar um comentário