Mais uma oportunidade
Uma vez mais somos chamados a cumprir o nosso dever cívico e participar na construção da democracia. Já lá vão 43 anos que a democracia dá-nos a liberdade de escolher aqueles que durante 4 anos irão gerir os destinos da autarquias a nível nacional. O poder local, aquele que se move mais perto das populações que deve ou deveria conhecer as verdadeiras necessidade e prioridades dessas população e ajudar a resolver os problemas inerentes ás suas competências. Parece até que a falta de cultura democracia duma grande parte da população, leva a que as coisas tenham enveredado por aquilo que todos nós sabemos e achamos errado, a liberdade mal gerido conduziu ao flagelo da corrupção e que a culpa não é só dos eleitos mas também dos eleitores. Quase me atrevo a dizer que habituaram-nos a que o nosso voto fosse «comprado» a troco de: uma espetada, de um espectáculo à borla de um qualquer cantor (pimba), de uma camisola ou de uma esferográfica, ou um pouco de cimento na vereda, ou renovar promessas de campanhas anteriores não cumpridas. Viajamos num mar de promessas, em interesses que não são propriamente os da maioria das populações, e de acusações entre as partes fazendo acreditar que a acusação mostra os verdadeiros culpados da inercia política. De parte a parte o interesses dos partidos políticos e seus militantes seria formar mas sobre tudo consciencializar os cidadãos para a democracia participativa, da mesma forma que numa atitude cívica, os eleitores deveriam assumir as suas responsabilidades inerentes à sua participação activa na construção da democracia, sem esperar nada em troca a não ser o cumprimento dos seus deveres por ambas as partes. felizmente começamos a ver outro tipo de comportamento por parte dos candidatos, a evitarem a propaganda em troca do diálogo, do contacto directo, e da apresentação de soluções em troca da acusação e da ofensa, uma campanha com debates por vezes cinzentos e que muita gente pura e simplesmente muda de canal, pois a desilusão perante o (fracasso) de quatro décadas de democracia onde o país esperou muito mais do que até aqui foi feito. O tomar consciências por parte dos eleitos, poderá mudar o comportamento dos eleitores e ressuscitar o verdadeiro espírito da democracia e devolvendo o poder ao povo, mas para isso é necessário que esse mesmo povo pegue na sua arma e cumpra com o seu dever cívico e no dia 1 de Outubro compareçam massivamente nas urnas a cumprir o seu dever; O VOTO. Porque o país só será próspero, a democracia autentica só será válida, a liberdade estará salvaguardada no dia em que os cidadãos tomem consciência de que, só no voto é que está a possibilidade de alterar aquilo que até aqui nos tem desiludido da nossa democracia e tem dado a possibilidade de que o flagelo da corrupção se tenha alastrado ao longo dos anos muito por culpa do alheamento dos eleitores. Se o descontentamento por aquilo que até aqui tem sido o modo como o país tem sido gerido por aqueles que ao longo de quatro décadas nos desiludiu, não viremos as costas, pois existe uma vasta lista de organizações políticas que incluem nas suas listas pessoas com muita vontade e determinação de renovar a democracia, mudar o comportamento dos políticos e porque o nosso país, a nossa autarquia merecem melhor. Porque a abstenção não é a solução contra a corrupção, afinal o único compromisso que cada cidadão deverá ter é em primeiro lugar com o país, e o país somos todos nós. Se tem dúvidas o que deverá fazer no dia 1 de Outubro não esqueça o compromisso para com o nosso país, ressuscitar a democracia, defender a liberdade votando.
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