A agenda democrática
Depois do rescaldo do último acto eleitoral onde quase sempre todos ganham; pudera! a corrida aos tachos, desde que arranjem colocação ganham sempre. Sem criar opinião pelo resultado propriamente dito, onde a hegemonia do tradicional partido da região, volta a mostrar muita fragilidade e muito por culpa da saída da imagem carismática e mediática que (vendia) ao eleitorado a sua mensagem. Cuidado que o homem opta por uma mudança de estratégia, até se chateia e nomeia alguém da sua confiança, faz uma renovação à sua maneira e apresenta uma revolução surpresa nas próximas legislativas regionais, querem ver que ainda acerto. Pelos vistos nada foi renovado, antes pelo contrário tudo adiado, promessas eleitorais que contribuíram para o descalabro eleitoral e que poderia muito bem impulsionar a nossa principal economia, continuam a saltar de secretária para secretária, de noticia anunciada a proposta de apresentação de cadernos de encargos, enquanto se vai adiando e protelando tais decisões, vamos-nos congratulando com a atribuição de melhor destino turístico insular da Europa. Até parece que com isso dá-nos o direito de continuarmos a estar limitados a uma única alternativa de transporte por meio aéreo, com a agravante dos condicionalismos climatéricos que tem sido assolado o nosso aeroporto e com um na ilha logo ali ao lado que poderia e deveria ser alternativa se houvessem meios de escoamento dos passageiros, mas que continua à mercê de interesses que não são propriamente os da maioria da população. Não sei se os empresários da hotelaria estarão satisfeito como tem sido gerida esta situação, limitando a nossa capacidade de oferta que poderia ser muito maior, mas por esta teimosia continua condicionada às situações anteriormente expostas e já por muitos manifestada; e desculpem voltar a focar o assunto mas é que realmente já cansa ver tantas opiniões, e as soluções ainda andarem em casco de rolha. Será que não merecemos ter meios de transporte alternativos, condições aeroportuárias dignas e funcionais para quem nos visita e não só? Querem ver que ainda aparece um iluminado a dizer que depois de tanto estudo e análise, afinal a localização do Aeroporto agora designado de Cristiano Ronaldo foi um erro de localização e que a solução passará por construir um novo aeroporto? Peço desculpa apesar de pouco ou nada perceber do assunto, trazer uma vez mais a debate uma situação que se arrasta à muito e que pessoalmente a única coisa que me preocupa é o futuro da nossa terra e do seu povo. Os madeirense não podem ser continuamente explorados nos transportes aéreos sem outra alternativa, a industria hoteleira poderá dar melhores condições aos seus trabalhadores se assegurada uma continuidade de ocupação com meios de transporte aéreos e marítimos rápidos e de qualidade inter-ilhas e ao continente, gerará mais trabalho, mais desenvolvimento, melhor qualidade de vida, porque infraestruturas elas existem, têm de ser bem rentabilizados para que todos possamos ganhar.
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