Educar para a cidadania e a consciência democrática
A falta de cultura democrática da grande maioria da população continua a evidenciar-se. Vota-se no partido político, como se de um clube de futebol se trata-se, o facto dos partidos terem «sequestrado» a política e a corrupção comprado a justiça que a fez descredibilizar, com que a população cada vez menos acredite nos políticos e isso é uma estratégia dos mesmos. No dia em que se começar a formar cidadãos para a democracia, só assim os cidadãos deste país tomarão a verdadeira consciência política.
Comentário na página de Miguel Luís Fonseca dia 27/10/2017
Infelizmente aquilo que se tem visto ao longo destes 43 anos de democracia é: ver quem é que conseguiu fazer pior. Infelizmente os sucessivos governos têm deteriorado a imagem da democracia de modo a fazerem com que as populações cada vez mais se alheam a participar em actos eleitorais. Os sucessivos aumentos da abstenção propositadamente promovidos pelos partidos do arco da governação, têm feito com que os eleitores desiludidos virem as costas à democracia e daí prevalecer a hegemonia dos mesmos partidos que (sequestraram) a democracia, arrebanhados nos partidos os políticos e o cancro da corrupção com eles ao longo de quatro décadas de democracia. Se actuassem como mandam as regras, deveriam ser o suporte da verdadeira democracia participativa. Isso não tem acontecido muito por culpa da falta de cultura democrática da grande maioria da população. Haverá excepções, não duvido, mas aquilo que se tem visto em todo este tempo, em nada abonou a que o povo acredite no regime que até aqui tem gerido os destinos do país. Portugal precisa de uma população mais interventiva e não deixar como até aqui tudo nas mãos de políticos que sem escrúpulos saquearam os cofres da nação e o povo que trabalha, é que continuará a sustentar tais devaneios. Por último respeitando todas e cada uma das ideologias políticas, daí que não defendo nenhuma cor partidária, pois para mim os partidos não são clubes de futebol, onde possa ser mais um «fanático» das suas ideologias, a liberdade permite-me opção de escolha sempre que achar que o país está a enveredar por caminhos que não garantem o nosso futuro como nação.
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