Não querendo ser defensor de ditaduras
Nunca se quis aproveitar aquilo que de bom tinha o antigo regime, fazendo os portugueses acreditarem que tudo era ruim e tudo era terror. Afinal agora vem-se a ver que por razões várias em muito o antigo regime tinha algumas razões para manter a mão de ferro contra este tipo de gente que o único que fez foi assaltar os cofres da nação. A circunstâncias a que levou a tão flamejada miséria do tempo do Salazar deveu-se em parte às circunstâncias que o mundo p'ra época enfrentava, saída de uma guerra mundial, pouca produtividade e plano nacional de subsistência, que aos poucos foi tornando o país auto-suficiente. Os interesses estrangeiros nas riquezas existentes na ex- colónias foram o plano para desestabilizar a economia de Portugal que por sua vez teve dificuldade em se integrar num mundo em vias de globalização. A forte convicção nacionalista de Salazar levou-o a perder a «batalha» contra os poderes económicos internacionais que se expandiam à volta dos interesses económicos e daí o descalabro a que se chegou sustentando uma guerra com divisas e vidas que não trouxeram grandes benefícios à nação antes pelo contrário. Estão à vista os resultados de uma série de situações que conduziram a actual calamidade na economia dos países de pequenas economias da qual o nosso Portugal é um exemplo. Cabe a cada um dos portugueses tirar as suas próprias conclusões o que para isso teria-mos de ter maior formação cívica, conhecimento de deveres e direitos a todos sem excepção e que, os actuais políticos teimam em (esconder) para não perderem os privilégios que a liberdade da democracia lhes concede e que não interessa distribuir por todos os portugueses. Porque a democracia consegue-se com respeitar todos dentro da liberdade que a mesma consagra.
Será que o comportamento dos políticos perante a lei de financiamento dos partidos manchou o seu comportamento?
Uma classe que dado o descrédito a que foi propositadamente conduzida e desacreditada para poder (sequestrar) a democracia, não haverá branqueador ou detergente que retire todas as nódoas que têm. Será necessário que o eleitorado dê um passo em frente e aprenda a usar a arma que a democracia nos proporciona e votar massivamente nos diversos partidos pequenos que concorrerem em futuros actos eleitorais, para poderem demonstrar o descontentamento geral da população. Se continuar a abstenção e os votantes continuarem a ser «fieis» aos partidos do arco da governação, em nada resolverá o flagelo que se tornou a corrupção, uma epidemia no nosso país. Deverá haver sobretudo atitude e participação cívica de todos os cidadãos sem excepção.
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