Um Natal raríssimo
Tanta coisa haveria para dizer de modo a poder desejar um Feliz Natal a todos, mas as circunstâncias não deixam qualquer cidadão responsável, minimamente preocupado com tudo aquilo que ao longo dos tempo tem vindo a suceder no nosso país. As catástrofes, os desastres, as calamidades, e sobre tudo a má gestão financeira que tem levado o país a altos e baixos(mais baixos que altos), é preocupante, e tira o ânimo a maioria dos portugueses que já nem vontade sentem de acreditar em ninguém, a corrupção passou à imagem de marca no nosso país e até já faz parte do ADN da classe política e não só. Chegar ao ponto de criar associações de solidariedade para «facilitar» o roubo a trafulhice a aldrabice, o favorecimento pessoal, chegamos demasiado baixo ao descrédito total, com a conivência de governantes, e a displicência da justiça para apurar a verdade, a demorar o tempo suficiente para que outro caso aconteça e que façam esquecer os anteriores. Em tudo o que mexe dinheiro neste país, tem de haver a mão de alguém a usufruir-lo em seu próprio benefício, a população cada vez mais tem razão em não acreditar na classe política dado o descrédito a que chegou esta situação, quase considero uma calamidade nacional. Impossível poder desejar um Feliz Natal, quando a maioria sofre cada vez mais em silencio, sem ânimo nem forças, para tornar uma época que deveria ser de felicidade para todos e só alguns que se aproveitam da humildade e fragilidade das população, vivem a'leia de Reis com se costuma dizer. Oxalá que 2018 possa devolver a confiança aos portugueses de modo que ressuscite o espírito da verdadeira democracia quase assassinada, e que entretanto haja paz para que possamos acreditar no futuro.
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