Portugal quer justiça
Parece nos filmes de Hollywood com diferentes histórias, diferentes actores mas muitas vezes as mesmas emoções, as mesmas conclusões e até um final muito semelhante. Falo do flagelo que continua a assolar a nossa já adulta democracia 44 anos depois; a corrupção. Todos os dias a imprensa, publica novos casos que são postos à luz pública e que o comum dos cidadãos assiste como se de uma série televisiva se tratasse, devido talvez à falta de incentivos, falta de meios e impossibilitado de se revoltar contra este flagelo que já parece fazer parte do quotidiano da vida dos portuguese. Parece ser tão normal que a justiça portuguesa tem tanta dificuldade em chegar à resolução de um problema gravíssimo pois o país cai todos os dias no mesmo flagelo. Parece que a corrupção está institucionalizada e legalizada. São dezenas de suspeitos e ou arguidos, centenas de caso, milhares de processos, milhares de milhões de Euros que deambulam por esse país fora e em contas ocultas, que já parecem tão normal como se de uma série televisiva se tratasse. Os casos arrastam-se à meses, anos, décadas sem que tenham sido punidos os possíveis arguidos, sem que o estado seja ressarcido aquilo que lhe foi roubado, Parece que afinal nunca existem culpados, e a maioria das vezes esses continuam à solta e pior ainda a desempenhar o mesmo papel. Os cidadãos vêem-se incapacitados de encontrar na democracia que lhes foi dada, a possibilidade de acabar com esta calamidade e dia após dia estamos a pagar aquilo que outros continuam a obter ilegalmente ou até quem sabe se legalizado por culpa de leis que de alguma forma os cúmplices ajudaram a criar propositadamente, para saírem airosos dos seus «negócios» fraudulentos. Qualquer modelo serve para ganhar dinheiro à custa das negociatas fraudulentas, e corruptas. Cada vez mais a desilusão e o desanimo habitam nas nossas mentes, achando até um certo saudosismo por um regime que uma vez celebramos euforicamente o seu fim, mas que afinal a tão propagandeada democracia pouco ou nada veio colmatar os anseios dos mais humildes cidadãos. A continuar este tipo de gestão o país caminha para um abismo sem precedentes, com consequências inimagináveis, por situações idênticas outros países optaram por aceitar e apostar em situações de radicalismo e depois a população pagou caro dada a desilusão que se sente com o actual modelo de democracia e que em Portugal continua a delapidar os cofres da nação. Terá urgentemente de haver consciência política de modo que se possam rapidamente reparar os erros, para não cair-mos nós também numa alternativa radical, não por culpa das circunstância, mas por desilusão da população onde a justiça deveria actuar com seriedade, honestidade, e sobre tudo com igualdade, foi para isso que foi implantada a democracia para dar a garantia da liberdade a todos, não para ser usada por alguns para seu próprio benefício. Portugal e os portugueses querem JUSTIÇA.
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