quarta-feira, 28 de março de 2018

                                                   Redescobrir  a Madeira
Porque à 600 anos as caravelas de Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira, Bartolomeu Perestrelo, depois de uma odisseia na travessia do Atlântico, descobrem aquilo que é hoje as nossas belas ilhas. Longe estariam eles de pensar que, 600 anos depois os madeirenses e portosantenses não teriam um barco para poderem voltar às origens. Por teimosia ou caprichos dirão alguns, por incompatibilidades e inviabilidade financeira justificarão outros, o certo é que não podemos sair da ilha sem outro meio a não ser o transporte aéreo, com a condicionantes de todos conhecidas. Infelizmente os nossos governantes mostram a pouca inteligência que têm , pois seria uma maneira estrondosa e de um impacto monumental, reactivar o transporte marítimo de e para o Continente, pois a experiência efectuada  no período correspondente entre 2008 a 2012 por um operador privado espanhol e que bons resultados deixou, e a teimosia ou um capricho em defender interesses, fez com que o operador depois de tanto pressionado, viesse a «abandonar» um serviço que já nos estávamos habituando e com resultados evolutivos, não fossem as condicionantes impostas pelas autoridades regionais, e tornar-se-ia num serviço regular, com a grande possibilidade de crescimento progressivo. Por toda a Europa existem ligações entre ilhas e continente por barco, vamos continuar  insistir que a nossa situação será a única que não tem possibilidades de ser viabilizada? Por favor usem a inteligência, a melhor comemoração dos 600 anos das descobertas das Ilhas do Porto Santo e Madeira seria a reposição do meio de transporte com que elas foram descobertas, assim seria uma comemoração apoteótica e que beneficiaria a todos. Haja bom censo.

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