E viva Portugal
Aproxima mais um mundial de futebol onde guardamos ansiosamente uma boa prestação do actuais campeões europeus, a selecção de todos nós. No entretanto e passados dois anos desse dia eufórico, muita coisa se passou na sociedade em Portugal. Além desta enorme alegria, os acontecimentos que sucessivamente marcam a sociedade portuguesa são os contínuos casos de corrupção, dia após dia mais e mais situações aparecem nas notícias e crescem como cogumelos. Num país onde infelizmente já não se acredita em ninguém, onde se toma como prioridades a aprovação da eutanásia, a aprovação da mudança de sexo aos 16 anos, os casamentos homossexuais, as barrigas de aluguer, a permissão de permanência de animais em restaurantes, onde se condecoram banqueiros que desviam fortunas e lesam o país e os cidadãos, onde se obriga os mesmos cidadãos a suportarem os roubos por eles efectuados, onde se desviam as atenções para casos de futebol que preenchem os mesmos escândalos de corrupção e de banditismo, até parece que todos os outros problemas que a população dia a dia sofre já foram resolvidos. A segurança, a saúde, a educação, os idosos, a precariedade no trabalho, enfim todo uma série de situações que nos tiram o sono. Infelizmente o nosso povo não está preparado para viver em democracia. A democracia está para os portugueses como o fraque, todos podem usar, mas nem todos lhes fica bem. Somos o povo do desenrasque, dos jeitinhos, dos favores, do compadrio, e do pior, salve-se quem puder, só mesmo nos momentos de aflição até somos solidários, veja-se com os incêndios que à dois anos assolaram a nossa terra, mais que não seja para um descargo de consciência, ou até nalguns casos por questão de protagonismo. Existem mais fundações e instituições de solidariedade que serviços do estado de apoio aos cidadãos que pagam impostos. Queremos ser e ou ter mais e melhor que os outros, mesmo à custa de empenhar o nosso futuro. Imaginem-se que até já pairam promessas políticas de «comprar» os pais para terem mais filhos (10 Mil € cada)com os dinheiros de todos os contribuintes, como se fosse essa a solução para o aumento da natalidade. Ninguém dá o passo à frente para criar condições para acabar de uma vez por todas as injustiças que predominam no nosso país. Nunca será com subsídio-dependências que se criam as riquezas de um país, é com trabalho e condições aos empresários para que criem mais postos de trabalho, com condições e incentivos a quem trabalha, vencimentos dignos, justiça social, serviço de saúde condignos, educação e oportunidades a todos na medida das necessidades do país, e não manter um estado à custa da produtividade de uns quantos onde cada vez mais sentimos-nos desmotivados e revoltados, sustentando parasitas e corruptos. Queremos uma oportunidade para mostrar que somos capazes de fazer deste país uma nação digna do seu povo. A dignidade de um povo começa com a honestidade dos seus governantes. Entretanto começamos Junho com um apoteótico fogo de artifício. Estamos fartos de promessas ocas, definitivamente é esta a triste imagem de marca do nosso país. No entretanto aguardamos ansiosamente uma boa prestação na Rússia dos nossos pupilos.
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