O preço num mar de sonho
Quando a maioria daqueles que conseguem planear férias fora da região já têm o seu plano elaborado, eis que surge a (promessa cumprida) um serviço de ferry a operar desde a região para o continente e visse verso. Mas à última da hora como posso alterar o meu programa, eis então que aparecem novos candidatos, e apesar dos condicionalismos, das dificuldade apresentadas, da falta de divulgação, promoção e ou informação, aparecem mais de 150 candidatos, mais de 60 viaturas para a odisseia de uma viagem na que foi designada de auto-estrada marítima, com portagens exorbitantes principalmente para quem nos quiser visitar, com impossibilidade de viajar em carro alugado e ou cedido por empréstimo de algum familiar ou amigo que eventualmente pudesse disponibilizar, sem preço competitivos para transporte de mercadorias, enfim uma série de entraves para tentar inviabilizar aquilo que na primeira experiência efectuada foi viável durante quatro anos e que foi-lhe impedido de continuar dados os entraves apresentados pelo armador que agora fretou ao mesmos que exploram a concessão dos portos da região, os transportes de carga e a rota do Porto Santo. E não é que mesmo com todos os impedimentos e entraves, mais de 100 aventureiros com viatura, e aproximadamente 175 passageiros, alinharam nesta odisseia. Pensar que aquilo que já deveria ser rotina, e que por caprichos que ainda hoje não foram devidamente esclarecidos, mesmo sabendo que a rota só funcionará temporariamente por um período de 3 meses, e com preços pouco convidativos, consegue-se provar que é possível e necessário um serviço deste género. Os defensores desta rota hão-de continuar a lutar pelo serviço o ano inteiro e com condições de viabilidade. Os mais céticos irão continuar a fazer os possíveis e os impossíveis para a inviabilizar, mas de uma coisa estou segura, se não for com as devidas condições mínimas exigidas, verão que se transformará no mesmo modelo com que foi atribuída a exploração da rota do Porto Santo: primeiro a experiência efectuada pelo GR, depois a construção de um navio com dinheiros públicos e financiado pela UE, e logo a seguir a entrega da exploração aos mesmos de sempre, e assim fica a promessa de um um sonho com um preço que o povo há-de continuar a pagar. Um milhão para o armas era caro, três milhões para os actuais concessionários é uma experiência «agradável»! Vamos continuar dependentes dos caprichos dos defensores de interesses que não propriamente os da maioria da população.
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