segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Qual será o elo mais fraco?

 
A. J. Ferreira
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De todos os sectores da administração pública e durante 37 anos de democracia é sem sombra de dúvida a justiça o sector mais débil da gestão governativa.
Ao longo de todos estes anos os nossos governantes que passaram por este país, jamais tiveram a preocupação em criar uma justiça que minimamente dignificasse o regime democrático, antes pelo contrário, ao longo de todo este tempo, usando a liberdade que a democracia concede, usaram a justiça para injustiçar os mais fracos e criar fortunas a todos os que pelo poder passaram. Agora parecem querer dizer que o que falhou foi a democracia. Nada disso! O que realmente continua a falhar é a maneira como se faz aplicar a justiça neste país  usando-a como almofada para adormecer os cidadãos e nela justificar todas e quaisquer irresponsabilidades.
Dos inúmeros casos que ao longo de todos estes anos ficaram sem resolução aparente ou sem esclarecimento e os mais recentes que continuam a saturar os meios de comunicação, degradando dia após dia a autenticidade da verdadeira liberdade em democracia e os actos de corrupção de todos estes anos, e que passaram impunes pelos vários tribunais deste país, qual foi o seu final? Sempre ou quase sempre o mesmo, deu muita tinta, mas os supostos criminosos saíram sempre ou quase sempre ilibados das suas responsabilidades. Tantos corruptos que a lista é impossível de transcrever. Sabendo que: o roubo de uma galinha ou de um cacho de bananas é crime e portanto deverá o seu autor ser punido pela lei, ou uma multa por qualquer delito ou incumprimento da lei deve ser paga, sanção que é aplicada ao comum dos cidadãos, nos casos mais mediáticos a que ao longo dos tempos se tem assistido, tem servido minimamente como reality shoy para venda de muitos jornais e dá manchetes de abertura em muitos meios audiovisuais e quando demora muito tempo logo aparece um novo caso que se sobrepõe ao anterior e o faz esquecer. É caso para dizer como dizia minha avó; quando te dói um dente pisa o dedo grande do pé que isso passa.
Até quando teremos que suportar esta maneira de aplicar a justiça consoante a classe ou o estatuto social a quem ela é aplicada?
Eu, como o comum dos cidadãos, estou à espera que um dia se aplique realmente a justiça de verdade neste país para que não sejam sempre os mesmos a pagar os custos dos delitos que não cometeram.

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