sábado, 15 de setembro de 2012
Solução para a crise
Tudo se resume a que:incentivaram-nos a consumir muito mais do que produzíamos e com juros acessíveis,mas atenção eram só bens super-fulos que não trariam retorno financeiro,antes pelo contrário,ao ponto da banca valorizarem mercados que eram muito duvidosos(acções).
Nada fizemos pelo nosso braço produtivo criando riquezas quer individuais quer a nível nacional,só achamos que teria-mos de ter:Por exemplo; Um bom automóvel,um apartamento condigno e a corrida a esses bem inflacionou o mercado com os resultados que agora vemos,o carro sai do stand já vale menos 20% ou 30%,pessoas que já pagaram o valor real da sua vivenda e porque faltou-lhes o emprego têm de entregá-lo à banca ficando ainda a dever-lhes dinheiro.Compramos um televisor topo de gama a crédito,três anos depois ainda não o pagamos e já está desactualizado,assim como todos os outros bens de consumo apresentados pelos meios de comunicação que fartam-se de nos bombardear e de vender imensas facilidades,Resultado de tudo isto,apesar da aparente necessidade que nos criaram de todos esses bens,nenhum produz retorno financeiro antes pelo contrário,por exemplo:a TV tira-nos o tempo para o diálogo e para a ocupação de afazeres proveitosos para o nosso bem estar,exercício físico,cultivo de pequenas hortas e porque não até convívio com a família e os amigos.O frigorifico é necessário,mas visto noutra perspectiva serve para comprar excedentes e depois não necessitamos de ocupar o tempo na tal horta onde poderia-mos ser menos dependentes do supermercado e ter frescos e à mão tantas pequenas coisa que gastamos os nossos recursos financeiros.O telemóvel,uma dádiva da tecnologia,mas o que aconteceu?as pessoas perdem muitas vezes horas à conversar via tlmv e depois não tiveram tempo para:visitar o pai ou a mão aquele fim de semana pois arrumaram a questão com uma chamadinha,coitados dos «velhos»ficaram na sua maioria despresados para um canto,mais uma semana sem ter o prazer de um abraço do filho(a) ou o beijo do neto que entretanto tirou esse tempinho que sobrou para ir para a praia,ou outro divertimento qualquer que só contribui para dar-lhe cabo do resto do parco orçamento que lhe resta,pois vem por arrasto as cervejolas,os dentinhos e os gelados e as guloseimas para os miudos,pois se lhes são negadas é um chinfrim.
É tudo uma série de situações que nos obrigaram a sentir como extremamanete necessárias mas que a única coisa que fez foi,contribuir para a nossa distracção momentaneamente e que agora estamos a pagar muito caro,com a agravante de que pelo facto de se terem criado o hábito é-nos muito difícil dispensar-mos delas.
Dir-me-ão;mas que radicalismo é este?pois é quando estava-mos no bem bom e que aparentemente nada nos faltava, esquecemos-nos de que as contam continuam a crescer,fomos na conversa do dinheiro fácil,achamos que era-mos europeus ricos e que só por isso teria-mos esse direito,mas esquecemos-nos que os tubarões do dinheiro estavam à espreita,foram distribuindo dinheiro virtual eq quando já não puderem mais fazê-lo,bumba!puxaram o tapete e zás grande trambulhão,isso aconteceu não só individualmente mas a nível empresarial e tambem na própria gestão do país,daí a termos chegado a esta praga que se chama crise.
A solução será o inverso,cada qual dia após dia progressivamente ir-se tornando menos dependente e auto-suficiente,pois a pouco e pouco daremos cabo da crise individual regional, nacional e até mundial.
Há;mas uma coisa será extremamente necessário,que os governantes tomem a verdadeira consciência que as medidas para resolver a crise não é nem nunca será empobrecendo a classe produtiva,criando desemprego,penalizando as empresas que produzem essencialmente bens de primeira necessidade e desincentivando a produção nacionais,cada qual deverá ter na sua consciência que o país precisa de nós e que com esforço de todos,podemos lá chegar mas nunca oprimidos e anestesiados politicamente,mas sim com humanismo e cooperação de todos e cada um de nós,vamos ao trabalho que o país espera-nos,senhores governantes dêem-nos a oportunidade de mostrar que sim podemos,sendo mais flexíveis com as vossas medidas,estamos à espera.
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