De regresso do Paraíso
Depois de uns árduos treze meses de trabalho continuo,dei por mim a desfrutar de um merecido descanso num dos lugares mais reconfortantes e paradisíacos do nosso país onde há uns anos a esta parte tenho o privilégio de usufruir.
Pelas condições que me são proporcionadas,pelo ambiente familiar que conseguimos conciliar,pela partilha de tarefas,de divertimentos simples,pois se não os existem ao meu gosto nós inventa-mo-los,nem que seja depois das refeições saborear um maravilhosa café e uma sobremesa deliciosa no Terra Mãe,por tudo o que a natureza se dignou oferecer-nos,por ter a felicidade de pertencer a uma família maravilhosa onde todos sentem que têm de fazer algo em prol do outro e com o privilégio de partilhar uma casa agradável disponibilizada por um dos familiares a quem devo todos o meus agradecimentos.
É levantar-se à mesma hora como se fosse para cumprir com a rotina do ano inteiro,mas sem relógio no pulso e não é propriamente para não deixar a marca do bronze do sol maravilhoso,mas sim para dispensar dos compromissos com o tempo.É claro que as medicações recomendadas pelo médico continuaram a fazer parte das preocupações e de compromissos inadiáveis,mas isso já faz parte,felizmente para bem de uma vida mais saudável e menos atribulada nas questões da saúde,quanto ao resto é dar azo a liberdade e usar o dia como melhor apetecer.
Chegar às nove horas depois de um saudável pequeno almoço e desfrutar de nove quilómetros de praia esplendorosa,com um sol deslumbrante e um sossego enternecedor,só digno de um rei,e foi assim que eu me senti durante esse período,pois achei que era um privilegiado neste mundo tão conturbado,estendido sobre aqueles grão de ouro com uma temperatura tão agradável,um ambiente extremamente acolhedor,a ouvir o bater das ondas o chilreada das aves marinhas a sentir o aroma do mar e porque não a pouco e pouco com o acompanhamento do barulho dos motores do navio e a intensidade da azáfama dos outros veraneantes que a pouco e pouco também desfrutavam do mesmo privilégio,não sei se com a mesma intensidade do que eu,mas de uma coisa estou seguro,com uma alegria estampada nos rostos que emanava felicidade que até o sol se manifestava.
A unia mágoa que me fica é:porque nem todos os meus conterrâneos podem usufruir deste maravilhoso espaço aqui tão nosso e aqui tão perto?Há,é,é!porque na nossa maravilhosa terra condicionam-se muito principalmente aqueles que durante um ano de árdua labuta,necessitam de um pouco de espaço para recuperar as forças,mas porquê não criar condições para que todos possam tê-lo?
O transporte exageradamente caro,demora demasiado tempo e ainda com um monopólio na exploração da rota,quando poderia-mos ter mais de que um barco a servir o percurso,dinamizava a economia e criava muitos mais postos de trabalho e por fim rompia com a sazonalidade.Quem não se lembra do reinício da vaga de visitante,foi criado já à uns anos com a primeira experiência do Alisur Amarillo,as viagens eram inicialmente,se a memória não me falha 500escudos,toda a gente viajou nessa altura,porque não manter um preço muito acessível para que o fluxo de visitantes seja maior,partindo de um porto mais próximo de modo a minimizar os custos no transporte e transformando em mais uma atracção turística para esta maravilhosa terra que tanto tem para dar e são tão poucos os privilegiados a desfrutar.
Porque não tornar a ilha numa atracção ecológica da Europa utilizando só energias renováveis num projecto a médio prazo,o Hotel Villa Baleira já deu o mote.
Um detalhe,quem for para a praia cedo ainda terá a sorte de se deleitar com os sons que a natureza proporciona,quem fique perto de locais com algum bar de serviço de apoio vai ter de deixar de desfrutar dos sons da natureza para levar com musica muitas vezes imprópria para consumo,devido ao local que é ouvida.Mas pode escolher qualquer ponto nos extensos nove quilómetros sem serviço de apoio e aí sentirá que aquele espaço até parece que foi criado só para si.
Já razão tinha o nosso saudoso Max quando compôs aquele célebre canção.
Até para o ano Porto Santo se Deus assim o permitir.
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