sábado, 26 de novembro de 2016

                                               Vamos preparar o nosso Natal
Tradicionalmente o natal dito tempo de paz e amor parece cada vez mais absorvido pelo consumismo desenfreado, relegando para segundo plano o verdadeiro e autêntico espírito natalício. A poucos dias de consumar-se mais uma festividade natalícia, com o ano prestes a terminar, fértil em noticias muito divulgadas e sobre tudo que futuramente poderão vir a alterar muito daquilo que tem sido  a vida das pessoas nestas últimas décadas. São os casos políticos nacionais e internacionais, a começar por um governo que aparentemente sem ter ganho numericamente o acto eleitoral, está à um ano a governar e logicamente com os prós e os contras dos apoiantes e opositores que em democracia até é salutar. Um novo presidente que deu uma lufada de ar fresco a um cargo que parecia destinado a pessoas proibidas de rir, e de se expressarem como qualquer cidadão comum, até que veio mostrar que poderá um cidadão exercer um alto cargo, sem deixar de ser a pessoa que sempre foi, mesmo que limitado na execução das suas competências. São as contínuas denuncias de corrupção para o qual o nosso país parece ter sido infectado por um vírus, que ainda não lhe descobrimos o antídoto, e onde a justiça teimosamente continua a adiar as decisões, que a grande maioria dos cidadãos desejariam. Continuamos à espera de um pai natal que nos tragas as promessas dos governantes quanto a alternativas de transporte marítimo e de carga aérea, tão propagandiada  numa possível renovação.
A nível mundial aconteceu o que para muitos foi a hecatombe na política mundial, a reviravolta no comando da máxima potencia mundial sob a administração de um homem com um discurso um tanto ou quanto radical, conseguiu inverter todo tipo de sondagem e prognósticos, mesmos dos mais espertos em análises políticas, e a ver vamos até onde irá mudar a política da América e por arrasto do mundo, já agora com um líder das nações unidas, que por acaso até é português.  Mais recente o desaparecimento de um personagem que para muitos foi um ídolo, mas que para a grande maioria que preserva a liberdade, não passou de um ditador, que em nada abonou à verdadeira democracia.
No plano desportivo correu-nos de feição, quanto à conquista pela nossa selecção de futebol do tão almejado troféu como os melhores da Europa, onde milita para nosso orgulho um filho desta terra, não poderia ter tido melhor sorte num país que até parece viver quase que anestesiado pelo futebol.
A azáfama do natal e por imposição da sociedade de consumo que deixou em parte de acreditar nas tradições, para converter numa época de consumismo extremo, enquanto pelas ruas deste mundo, do nosso país e na nossa região, deambulam seres humanos explorados por alguém que se aproveita da miséria e permite-se que usando essas fragilidades humanas, infelizmente com deficiências, para convertê-los num negócio de angariadores da compaixão e solidariedade do nosso povo.
Mas o Natal não é isto, deverá voltar a ser aquele período onde as famílias se juntam, os amigos se reencontram, a harmonia e a paz cultivam-se, e sobre tudo a tão badalada solidariedade, comece a dar frutos incentivada por quem mais poderá forçosamente começar a dar o exemplo, os governantes das nações. Por cada ser humano que consegui-se viver um natal de sonho, reduzir-se-à a miséria que o século XXI ainda não conseguiu erradicar, a carência de afectividade  a prevalência dos valores humanos e  o amor tão forte no que deveria ser sempre a principal prioridade do Natal.


PS: Texto enviado para M. Aguiar JM Madeira

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