Um negócio do Natal
Estamos uma vez mais num período onde a azáfama do comercio se concentra e tenta cativar os consumidores de várias formas no melhor período para o comércio por excelência.
Um tema um tanto ou quanto controverso, por tratar-se da exploração de seres humanos que ainda prolifera por esse mundo fora, no nosso país e infelizmente na nossa região. A exploração da miséria, condenável em todos os aspectos e que infelizmente na nossa cidade acontece à frente dos nosso olhos, e as autoridades que acho desconhecerem ou eventualmente não possuírem meios para evitar semelhante situação. Trata-se de (importação) de miséria explorada e distribuída por vários pontos da cidade e que nesta altura parece que as condições são propicias para esse tipo de exploração. É ver cidadão estrangeiros, pessoas infelizmente com algumas deficiências físicas e que são submetidas a exploração e colocadas na pedinchas «disfarçadas» de mendigos e colocadas em pontos estratégicos da cidade, que durante várias horas do dia recolhem o que a generosidade do nosso povo acha que pode contribuir para minimizar o seu sofrimento, mas que alguém a troco de guarida(casa) e talvez um prato de comida, usa essas pessoas para angariar alguns dividendos que depois desconheço o fim dessa exploração. E é ver esses seres humanos a passarem horas a fio com um bocado de pão na mão e uma garrafa de água, ou refrigerante e sem ter tempo sequer para as suas necessidades fisiológicas minimamente, visto passarem o dia inteiro a mendigar. Será que as autoridades desta terra terão conhecimento de como se processa esse tipo de comportamento e com que fim são exploradas estes seres humanos, a troco de um abrigo e um prato de comida. Se existe algum conhecimento de quem de direito, teria autoridade para por cobro a esta situação que mancha a dignidade de seres humanos indefesos e usados com fins duplos, importação de miséria e exploração humana, pois permitir que se continue a cometer semelhante atentado contra estas pessoas, poderá tornar-nos cúmplices de uma exploração indesejada até no acto de que nós, compadecidos pela misérias dessas pessoas, os nossos donativos venham a contribuir para essa exploração. É lamentável que em pleno século XXI ainda seja permitida a exploração de seres humanos sem que os criminosos sejam punidos por usarem a miséria humana para estes fins. Achei-me no direito de alertar esta situação, pois com um nosso conterrâneo a liderar as nações unidas, acho uma afronta e de uma irresponsabilidade intolerável, permitir que situações do género aconteçam no nosso país.
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