NO SORRISO DE QUEM LIMPA
O carácter não precisa de palco e quando precisa, normalmente é porque não o tem.
No meio de tanto protagonismo inflamado, acabam por ser os trabalhadores anónimos que nos recordam o significado da palavra “servir” No fim, a lição é simples: há quem brilhe sob holofotes e há quem ilumine discretamente o quotidiano. A diferença nota-se quando a luz apaga.
Sem coragem, o espírito enfraquece; com coragem, encontra sentido no serviço ao bem.
A desilusão existe. A frustração também.
Mas a pergunta mantém-se: há alternativa?
Ou é tempo de assumir o projeto e fazer valer, com atitude e luta, os princípios em que acreditamos?
Quando não se gosta, ignora-se é isso que fazem os inteligentes.
Quando se responde com agressividade a quem pensa diferente, revela-se ignorância.
A diversidade de caminhos não enfraquece a causa quando o propósito é comum.
E se o propósito é mudar Portugal, então é nele que devemos concentrar a nossa energia.
Se há quem utilize a imagem de líderes mediáticos para se manter confortável dentro do sistema, porque não haveremos nós de usar a mesma determinação mas ao serviço de uma mudança verdadeira?
A diferença não está na força da liderança, está na intenção e nos princípios que a sustentam.À medida que aumenta o desgaste da confiança pública, torna-se mais difícil encontrar pessoas sérias dispostas a governar. O sistema tende a perpetuar quem já está dentro dele, enquanto os que desejam mudança e transparência hesitam em integrar estruturas que consideram distantes dos princípios da honestidade política.”
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