quinta-feira, 12 de março de 2026

 Quando a democracia chega a uma gruta

Quando a instabilidade num país que por si já é instável, com um regime supostamente democrático mas que e após 52 anos de democracia numa região que em breve comemora 50 anos de autonomia, ainda não conseguiu solucionar a grande parte dos problemas das populações, ou pior ainda parece que a cada dia que passa agravam-se esses problemas que por si só são um pesadelo para uma sociedade que continuam com enorme dificuldade em fazerem parte integrante da evolução dessa democracia, onde a classe política nunca criou motivação para a integração progresiva dos eleitores na democracia, no seu crescimento ativo e participativo e criar as condições necessárias para confiar neste regime que diz-se ser o menos mau de entre todos os outros. Ainda há quem continue a achar que é impossível haver democracia sem partidos políticos, o que pessoalmente acho uma aberração e muito contraditório, se a liberdade é o berço da democracia, qual a razão de qualquer cidadão livre não poder ser parte integrante dessa mesma democracia? Vem a talho de foiçe e nada a ver com o símbolo que ela possa representar, a facto de nos ultimos tempo e depois do (insucesso /fracasso) dos partidos políticos em Portugal ao longo destes 52 anos, surgir uma partido que inicialmente levou a ser rotulado de xenófobo, racista, extremista, fascista e tudo o que terminasse em (ista) diabolizando afinal um partido que corajosamente e depois de inicialmente ter sido perseguido, ameaçado e manipulado, quis afirmar-se como um partido assumidamente de direita, pois o pós 25 de Abril quis forcosamente com a implementação do Socialismo erradicar a direita da cena política conotando-a com o anterior regime autoritário, nacionalista, conservador e anti-comunista, pois era essa basicamente a filosofia política do chamado Salazarismo.

Custou muito limpar essa imagem, mas fruto da persistencia de muitos corajosos que nos identificamos com uma nova forma de fazer política e uma nova maneira de estar em democracai. Ver uma luz ao fundo do túnel para mudar Portugal, devolvendo a dignidade à classe política, a confiança nas instituições e a seriedade e a honestidade no desempenho de cargos públicos transferindo o oportunismo para o conceito de missão, de estar ao serviço das populações. Por vezes torna-se quase que utópico aquilo que até então se pretendia e que fez crescer de forma muito notória a adesão e o crescimento na projeção nesse projeto nesse movimento. Mas como é feito por seres humanos e estes por ventura têm hábitos, por vezes vícios que estão impregnados no seu intimo e que dificilmente se libertam deles, aí que a aposta nessa nova esperaça ter ficado consignada e condicionada à invasão e infiltração de alguns dos viciados na ansia de não perder aquilo que a eles tinha-lhes custado 50 anos de resistencia à contestação, servindo-se do sistema, para que o aproveitamento dos (espertos), a indifernça de muitos, a ingenuidade de alguns e aignorância de outros, continuasse a ser o suporte para que a miséria do povo continuasse a ser o sustento dum sistema sob o manto da corrupção.

Quando alguém se porpõe tomar decisões que chocam com os interesses, com o modo como o sistema se habituou a gerir a democracia, ou querendo cumprir com o prometido, esbarra de tal forma com as impurezas desta democracia e as incertezas dos verdadeiros interesses, condicionado uma solução que até poderia e deveria ser simples e fácil mas que em democracia tem de passar pela censura dos intresses que até aqui conquistaram a liberdade. Quando a democracia utiliza métodos para complicar aquilo que deveria ser simples, tona-se num beco sem saída. É hora de analisar o porquê de a falta pragmatismo, de bom censo e a vontade de servir que  são os princípios que eventualmente validariam uma democracia autêntica, a sua afirmação e consolidação sem correr o risco de hipotecar o futuro e com ele a liberdade. 

Como posso ser importante. Com o meu comportamento perante a sociedade posso vir a conquistar esses estatuto.

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