quarta-feira, 4 de março de 2026

Quero ser importante.

Como emigrante que fui, nunca senti que tivesse o direito de fazer exigências ao país que me acolheu. Antes de tudo, procurei compreender as regras, cumprir a lei e trabalhar com dedicação.
A oportunidade de viver e trabalhar noutro país traz também uma responsabilidade: respeitar a sociedade que nos recebe e contribuir de forma digna para ela.
Foi com esse espírito que procurei equilibrar a oportunidade que me foi dada com um comportamento respeitoso e digno, acreditando que o esforço, o trabalho e o respeito são a melhor forma de conquistar o nosso lugar. Quem pensa de forma diferente pode ter outras razões, mas para mim existe um princípio essencial: cada nação tem o direito de preservar a sua identidade, as suas regras e os valores que a definem.
Ao longo da história, os povos construíram comunidades com sacrifício e esforço coletivo. Por isso, colocar os portugueses em primeiro lugar não é, na minha perspetiva, uma teimosia ou um gesto de exclusão. É antes uma forma de reconhecer a responsabilidade para com os filhos da própria nação e garantir que o país cuida primeiro daqueles que lhe deram origem e continuidade.
Isso não significa desrespeitar quem vem de fora, mas lembrar que uma nação também precisa de proteger a sua identidade, a sua cultura e o bem-estar dos seus cidadãos.

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