sexta-feira, 17 de abril de 2026

        QUANDO A CORAGEM SUPLANTA O MEDO

Durante meio século, disseram-nos que estávamos a viver o melhor dos mundos. Disseram-nos que o modelo seguido seria o garante da liberdade, da prosperidade e do progresso. Disseram-nos que nunca o povo português tinha vivido uma época tão favorável.

Mas hoje, 52 anos depois do 25 de Abril, olhamos à nossa volta e perguntamos: é este o país que nos prometeram?

É este o país onde os jovens são forçados a emigrar para encontrar oportunidades?
É este o país onde quem trabalha uma vida inteira continua a ter dificuldades para viver com dignidade?
É este o país onde tantas famílias lutam, todos os dias, apenas para sobreviver?

Durante décadas, sucessivos governos apresentaram planos, projetos, estratégias e estudos. Prometeram reformas. Prometeram crescimento. Prometeram futuro.
Mas o tempo passou. E o país ficou para trás.

E por isso, hoje, temos o dever de perguntar — com frontalidade e sem medo:
o que fizeram, afinal, todos estes anos, aqueles que se apresentaram como arautos da democracia e paladinos da liberdade?

O povo português não pede milagres.
O povo português pede responsabilidade.
O povo português pede resultados.

Porque uma democracia não se mede pelas promessas que faz,
mede-se pelas oportunidades que cria,
pela justiça que garante
e pelo futuro que constrói.

Está na hora de deixar as palavras e assumir as responsabilidades.
Está na hora de colocar Portugal acima dos interesses partidários.
Está na hora de devolver esperança, confiança e ambição ao nosso país.

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