Carta com autonomia
Muitos definições encontradas para o termo autonomia.
1. Faculdade de um país conquistado ou de uma região administrativa de se administrar por suas próprias leis.
2. Independência administrativa em relação a um poder central.
3. Liberdade moral ou intelectual.
4. Distância que pode percorrer ou tempo que pode permanecer em funcionamento um meio de transporte sem necessidade de se reabastecer de combustível.
5. Tempo que pode funcionar um aparelho ou equipamento sem necessidade de recarregamento de energia.
Qual será a que se adapta à nossa região? Eu pessoalmente acho que duas, a 3ª e a 5ª a primeira definição escolhida, essa perdeu-se no tempo e já lá vão 46 anos. A autonomia foi garantida a 1 de Julho de 1976, como resultado da Revolução do 25 de Abril de 1974, que varreu os últimos vestígios da ditadura de Salazar que tinha governado Portugal continental, as ilhas e as colónias desde 1928. Na última, porque a bateria foi-se descarregando e cada recarga entrou sempre numa bataria velha, viciada, corrupta e sem capacidade de gerar energia que fosse distribuída equitativamente para os diversos setores da economia. Numero muito atuais refletem bem aquilo em que foi convertida a outrora Pérola do Atlântico. Com uma dívida pública recentemente divulgada no valor de 5.591 € (cinco mil quinhentos e noventa e um milhões de euros), aumentando 194 milhões ao valor anteriormente divulgado. Andamos à 46 nisto, a tentar adiar o inadiável, pois os que ao longo deste tempo criaram este monstro, jamais serão aqueles que poderão livrar-se de semelhante epidemia, vícios criados ao longo de quase meios século e que já estão herdados de novas gerações descendentes tipo monarquia donos dessa prática que tornou a nossa Ilha na região mais pobre de Portugal e uma das mais pobre da Europa. Ao longo destes anos recebemos de apoios da UE milhões incontáveis que se fossem investidos com visão de futuro e rentabilizados de forma equitativa e justa, estaríamos hoje num nível que faria inveja a qualquer região do planeta. Prepara-se a construção dum megalómano Hospital, quando os que temos não têm profissionais suficientes para cobrir as necessidades de 260 mil habitantes. Construíram-se dezenas de edifícios escolares, muitas vezes com falta de decentes suficientes e o declínio evolutivo da natalidade, agora o plano em encerrar escolas e contribuir para a desertificação das zonas rurais. Parece que as vias rápida que supostamente seriam e bem para fixar as populações, mais não servem do que para fazerem-nas abandonar as suas terra o mais rápido possível. Dezenas de obras de utilidade duvidosa ou simplesmente inúteis. Investimentos em setores que continuaram a fazer de nós dependentes de quase 100% do exterior. Mandaram abater barcos de pesca para ser-mos dependentes de peixe importado. Fecharam a única fábrica de laticínios para dependermos dos Açores que felizmente não copiaram as asneiras aqui implementadas. Costumo dizer por ironia que: o nosso destino turístico premiado como um dos melhores do mundo, serve de luxo aos que nos visitam de pagarem para virem cá comer aquilo que eles produzem nos seus países de origem. O drama a que se chegou onde a agricultura, a pecuária e a pesca pouco ou nada representa, numa terra de sol, mar e água. Onde quase temos madeirenses emigrados; As estimativas apontam para cerca de 1 milhão de madeirenses a viver fora da Região (entre madeirenses de 1ª, 2ª e 3ª geração). Nunca a madeira conseguiu criara condições para fixar os seus habitantes dar-lhes trabalho, condições e formas de vida que os leva-se a construir um povo minimamente autónomo. Muito de criticou, e muita esperança criou o derrubo do regime designado de ditadura, e em nome da liberdade que a democracia consagra, mas andamos à 48 anos a adiar a democracia porque os madeirenses sentem receio em participar na verdadeira democracia ativa e participativa. Em suma: ao povo madeirense foi-lhes incutido uma política de condicionalismos o que faz continuarem com medo da liberdade.
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