quarta-feira, 8 de junho de 2022

 Será que lhe passaria pela cabeça a D. Afonso Henriques à quase 900 anos  que conquistaria um território que 158 anos depois se converteria na nação que hoje conhecemos como Portugal, nação pioneira das descobertas, da exportação marítima e líder de um império além fronteiras nas Américas, Ásia e África, país de navegadores, comerciantes, escritores e colonizadores, povo sempre abnegado, identificado com o trabalho, perdendo a sua independência mas como povo aguerrido, audaz disposto a reconquistar a sua soberania volta á ribalta 3 séculos e meio depois e impõe-se como nação soberana, onde após pouco mais de um século a natureza prega-lhe uma partida destruindo por completo a sua nobre cidade capital que com a força e determinação do seu povo e de governantes determinados e patriotas ergue-se de novo. Após70 anos e novamente ameaçada a sua independência por forças estrangeiras, consagra uma primeira constituição, mas perde a tutela do maior território outrora conquistado, o Brasil, não deixando de fora a sua marca, a língua e a cultura portuguesa. Quase um século após implanta um regime republicano pondo fim a vários séculos de uma quase épica monarquia. Tumultuosa a partir daí resulta um período de convulsão com o despoletar da 1ª guerra mundial que deixa Portugal e o mundo quase arrasado situação que leva-nos a suportar quase 40 anos de ditadura que com muito rigor e muita repressão e sacrifico do povo, consegue reerguer-se das cinzas apesar de pelo meio voltar a enfrenta uma nova escalada bélica mundial mantendo-se neutral no conflito. Nova ameaça à instabilidade interna onde surgem as revoltas nos territórios africanos (ultramarinos) sobre tutela nacional e onde cujos longos conflitos e perda de vidas humanas, provocam a queda da ditadura, surge então a esperança num regime onde a liberdade é a bandeira e a democracia a esperança. Não podemos ignorara nem nos envergonhar da nossa história. Pena foi que políticos desleais, arrebanhados no que inicialmente deveriam ser os pilares e o suporte na preservação da democracia, os partidos, acabaram por:  sequestrar a democracia, legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrupção com a conivência da justiça, o patrocínio de alguns meios de comunicação e a ingenuidade do povo herdada do anterior regime pois a tão ansiada liberdade não educou este povo para exercer e participar ativamente numa autêntica democracia. Hoje e quase meio século após o sonho de uma liberdade condicionada e duma democracia virtual e que chegaria a todos, estamos no país com a maior estação de costa oceânica dum país europeu onde somos integrados numa comunidade que nos tem auxiliado enormemente, mas que infelizmente foram muito poucos até agora os portugueses diretamente beneficiados, pois estamos na cauda da Europa, com a maior dívida externa de que há memória, um dos piores PIB's entre os 27 membros e pelo fato de não criamos condições e construído bases sólidas no passado, temos o nosso património dilacerado e o nosso futuro  penhorado. Infelizmente em quase meio século de democracia, ainda não conseguimos construir um Portugal para todos os portugueses. Para podermos voltar a sonhar e reconstruir a nossa Pátria precisamos de resgatar a liberdade, restaurar a democracia e restituir os valores da sociedade na base duma cultura onde o ser humano seja a prioridade, a família o pilar da sociedade e o trabalho com dignidade e incentivo a base de sustento duma nação outrora líder dum mundo onde os desígnios de Deus e a força do homem poderão e deverão ser  a nossa inspiração e o consolidar dum futuro na esperança que um dia Portugal CHEGA  a todos.

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